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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Dom | 21.05.17

Cheiros.

CD

Lembro-me de ver a minha avó fumar e não é assim uma imagem tão vaga, esbatida pelo passar dos anos, como possam pensar.

Recordo-a muitas vezes, encostada ao sofá que cortava a sala, com o cigarro a queimar na borda do cinzeiro. Na verdade, lembro-me mais de ver a minha avó a acender cigarros do que a fumá-los. O cheiro do cigarro a tombar, a cinza a descair, o fio do fumo a circundar o ar.

É difícil explicar aos outros, aos que não conheceram a minha avó, a razão pela qual gosto tanto do cheiro do tabaco.

É difícil explicar a força que os cheiros têm na nossa recordação. Mas têm. Têm sempre.

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