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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Sex | 12.10.18

Companhia e vício.

CD

De noite ou de dia, ela abria muitas vezes o livro, a garrafa de vinho e o maço de tabaco.

 

Quanto mais os abria, viam os olhos que se encontravam cravados nas suas paredes, mais vontade tinha de os abrir, como se o seu vício não fosse apenas o do seu consumo, mas também o do gesto a que se habituou fazer.

 

Fazia para se acalmar ou porque não tinha mais tarefas para cumprir mas, na maior parte das vezes, para preencher o vazio preenchido pela solidão.

 

Os objectos fazem-nos mais companhia do que imaginamos. Fazem sempre mais companhia do que imaginamos.

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