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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qua | 08.11.17

É assim a saudade.

Catarina Duarte

Ela surge do frio. E tem surgido muitas vezes, ultimamente.

 

É assim a saudade, tão portuguesa, tão portuguesinha, coberta pelo seu xaile negro e embalada pela sua dor cantada.

 

No Outono, no Inverno, nestas estações mais frias, onde o calor humano tenta equilibrar a temperatura do ar, a saudade, tão portuguesa, tão portuguesinha, alapa-se com força ao meu peito, retira-lhe um valente pedaço e um buraco escuro, um buraco profundo, que nada parece capaz de tapar, afunda-se em mim, e por aqui fica e fica e fica.

 

É assim a saudade.

 

Ela surge do frio, sempre agarrada ao frio e, enquanto o frio por aqui andar, nada a consegue aquecer, nem apagar, nem a fazer desaparecer.

 

É assim a saudade.

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