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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Sex | 08.12.17

E se for demasiado tarde?

CD

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No que ao ambiente diz respeito, eu acho mesmo que nós só vamos acordar quando já for demasiado tarde. Quando me refiro a “demasiado tarde”, refiro-me a “irreversível”.

 

Podemos falar nas inúmeras espécies extintas (lá está o irreversível) e nas muitas outras em vias de extinção. Podemos falar sobre a instabilidade ao nível das condições meteorológicas a que assistimos, aquela com que chocámos de frente neste início de outono. São tudo sinais que a Terra nos está a dar de que está a rebentar.

 

Não sou a pessoa com os maiores cuidados (nem mais sensibilizada) do mundo mas vou fazendo a minha parte: não desperdiço água enquanto escovo os dentes, nunca tomo banhos de imersão, praticamente não como carne (muito menos de vaca) e faço reciclagem q.b..

 

Mas sei que posso fazer mais, muito mais. Todos nós podemos fazer mais.

 

Posso, por exemplo, evitar algumas deslocações de carro (tenho uma relação doentia com o meu carro, infelizmente), posso fazer (ainda mais) reciclagem, posso olhar para o acto de comprar de uma forma mais racional (sim, também me refiro a roupa) evitando, deste modo, o desperdício, posso reutilizar e reutilizar e reutilizar, optar por soluções mais ecológicas (no supermercado biológico a que eu vou, as caixas de cartão onde vêm os legumes são as que usamos para transportar as compras para casa), posso evitar plásticos ao máximo, subir os três andares até minha casa a pé na maior parte das vezes (em vez de usar - sempre - o elevador), sei lá, ainda posso fazer tanto.

 

Penso muitas vezes nisto.

 

E depois, numa ida casual ao portal das finanças, esbarro de frente com um site chamado Feche a Torneira e percebo que já estivemos mais longe de começarem a racionar a água.

 

Isto é grave e é bom que tenhamos noção disto para que comecemos todos a ter mais juízo e a decidir melhor, sempre de forma mais ecológica e consciente.

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