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(in)sensatez

22
Fev18

Entrada de animais de estimação em restaurantes? Tem muito que se lhe diga.

CD

 

 

permitir animais 2.jpg

 

Uma boa parte das pessoas não consegue perceber que tem que apanhar o cocó do seu cão do chão e colocá-lo num lixo, não entende que é obrigatório – obrigatório! – que eles andem de trela e acha que tem o direito de impor o seu animal, só porque “ele não faz mal”, a quem não gosta deles.

 

Os passeios de Lisboa estão um nojo, uma amiga minha foi mordida, tal como o seu cão, porque um outro cão andava sem trela e engalfinhou-se no cão dela (que, só por acaso, estava com trela) e um miúdo que eu conheço apanhou um trauma dos diabos porque os pais insistiam para ele dar “uma festinha ao Tobias que não fazia mal nenhum” e a criança, a medo, lá meteu a mãozinha e o Tobias, que não fazia mal nenhum, rosnou-lhe e só não lhe tirou uma orelha porque o pai o levantou a tempo.

 

Aparentemente, os animais de companhia vão poder entrar em restaurantes e, como é habitual, o primeiro item da lista, não foi sequer considerado nesta equação porque, neste país, vai-se diretamente para os fins, sem passar pelos meios, tal é a pressa em se dobrarem perante algumas pressões políticas: primeiro – e sempre – educação.

 

Na minha perspetiva, deve-se, logo na estaca zero, educar os animais de estimação (e, aproveitando o embalo, educar também alguns dos seus donos) e depois - só depois - é que estão criadas as condições para autorizarem a entrada de animais em restaurantes. Esta troca de prioridades é um comportamento muito típico de quem legisla, infelizmente.

 

Conhecia um cão que não podia ver comida em cima de uma mesa: era vê-lo a voar para abocanhar os lombos tirados, com carinho, para o jantar. Permitir que, cães deste género, entrem em restaurantes e apelar ao bom senso dos seus donos, para não os levarem, caso não seja educados convenientemente, é confiar na sorte.

 

Como sempre, inverte-se a ordem das coisas. Os animais domésticos, de domesticados têm muito pouco, muitos dos seus donos desconhecem o conceito de civismo, não se respeita quem não gosta de animais ou até quem gosta de animais mas não gosta de levar com os dos outros (eu!), lança-se uma lei e reza-se para que não dê asneira.

 

Cá estaremos para ver.

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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