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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Sex | 14.12.18

Estabelecimentos sem multibanco: não dão jeito nenhum.

CD

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Normalmente, fora uns trocos mal paridos que me deformam as carteiras todas, não ando com dinheiro. Pesam-me na mala, não adoro a ideia de tocar em dinheiro, e não tenho pachorra para o ir levantar. Não tenho nenhuma situação na minha vida em que seja necessário pagar em dinheiro e, mesmo os parquímetros que habitam na cidade de Lisboa, permitem o seu pagamento através da aplicação, o que me facilita imenso a vida.

 

Percebo perfeitamente o finca-pé que existe perante as instituições bancárias, quando elas nos bombardeiam com comissões e taxas incompreensíveis que mais não passam de argumentos confusos para nos sacarem dinheiro, e que leva algumas lojas e comércio mais tradicional a não aceitar o pagamento por multibanco.

 

Não entendo, porém, que perante a ausência da opção de pagamento por multibanco em loja (o que, naturalmente, já origina eu ter que ir levantar dinheiro, quer faça sol, chuva ou vento), alguns estabelecimentos não tenham trocos com fartura.

 

Uma pessoa desloca-se para levantar 20€ para pagar meia dúzia de mercearias, a conta dá 4€ e ainda leva com a pergunta: “posso ficar-lhe a dever 1€?”.

 

Não, não pode. E não, também não vou trocar dinheiro a outra loja (quer faça sol, chuva ou vento).

 

Sou totalmente solidária com as vossas razões para acabar com os multibancos mas isso, na minha perspectiva, não pode afectar o bem-estar do consumidor. E, se já afecta quando tenho que pensar em ter dinheiro físico disponível, não me podem ficar com valor só porque não aprovisionaram convenientemente o troco.

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