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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Sex | 20.07.18

Estamos a atingir níveis históricos no que à vaidade diz respeito?

CD

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 Fotografia Pixabay

 

 

Gostava que respondessem a esta pergunta: será que estamos a atingir níveis históricos no que à vaidade diz respeito? Será que sempre fomos, na verdade, poços de ostentação, seres sequiosos de atenção e validação, e, só agora, com as ferramentas certas, é que nos estamos a aperceber disso?

 

Para todo o lado para onde eu olhe, só vejo miúdas a fazerem poses, umas atrás das outras, sempre com um lacaio cheio de paciência de telemóvel na mão.

 

Que as bloggers e instagramers, que fazem disto vida, percam o seu tempo à procura do melhor ângulo para passar a mensagem que pretendem, que estejam horas a pousar e a fingir divertimento, ainda é como o outro: eu também passo horas à frente de um computador, sempre de boa cara: é tempo de trabalho, somos pagos para isso.

 

Mas as miúdas de hoje em dia não descansam a cabeça na toalha e é toda uma logística de foto-filtro-partilha-quantoslikes que não dá para acompanhar. E depois? Depois fica a expectativa, fica o vazio, fica até a depressão pois não tiveram o nível de aceitação que esperavam.

 

Serão as redes sociais um desfile de beldades de vidas irrepreensíveis e corretamente compostas? Serão as redes sociais um concurso de beleza, onde nem aos discursos da paz do mundo somos poupados?

 

Julgo que estamos viciados na nossa imagem. Percebemos que ali nos espiam pelo nosso melhor ângulo, que é, na verdade, o ângulo que podemos controlar, e moldamos a nossa imagem à luz do que gostamos de ver.

 

Somos vaidosos - mas não é a vaidade um pecado mortal? Há listas em que aparece a soberba. Estão ligados.

 

Escorregar da vaidade para a soberba é um tirinho, disso não há dúvidas.

 

Deve ser difícil fazer o papel de mãe ou de pai de um adolescente dos dias de hoje. No meu tempo, com todas as questões existenciais que existiam, a exposição era minimamente controlada. E, com isso, todos os dramas. Não se vivia em paz - nenhum adolescente vive em paz - mas era diferente. Melhor, certamente.

 

Qual a vossa opinião?

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