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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Ter | 22.05.18

Eu e o Gil envelhecemos juntos.

CD

 

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Há sempre acontecimentos que marcam uma geração.

 

Onde estavas no 25 de Abril?” é, provavelmente, aquela pergunta de referência que se faz à geração dos meus pais. Mas há outras: “Onde estavas no 11 de Setembro?” também se pergunta de forma recorrente. Todos sabemos onde estávamos naquele fatídico dia em que algo mudou no mundo e para pior e para sempre.

 

Com a Expo 98 não é diferente. Teve tanto impacto na nossa vida, aquela nova abertura aos Oceanos e ao Mundo, que é impossível não a recordar com carinho, saudade e muita nostalgia à mistura.

 

Hoje faz 20 anos que abriu a Expo 98 e a diferença, daquela zona antes da exposição com o que temos hoje, é enorme e nas pessoas que a viveram também. Já passaram 20 anos!

 

Tinha 13 anos quando me passeava por esta exposição e tentava aprender a assobiar de forma muito audível, feito que me deu (e continua a dar) bastante jeito, especialmente, quando estou em estádios de futebol.

 

Aquela zona-extremo da cidade de Lisboa, completamente abandonada, ganhou toda uma nova vida, largou, de vez, o desleixo e transformou-se numa cidade-moderna, criada de raiz, um caso de sucesso, nem sempre conseguido nos recintos onde as Expos surgiram.

 

Uma zona que se mantém ativa, arranjada, com bons prédios, teatros, restaurantes e ótimas exposições e que tem a maior sala de espetáculos do país (que, entretanto, já passou por inúmeros nomes, entre eles, o de eterno “Pavilhão Atlântico”).

 

Ficámos também com a deslumbrante Gare do Oriente e com o belíssimo Pavilhão de Portugal, desenhado pelo arquiteto Siza Vieira. Há alguns anos, ainda era eu uma jovem, fui lá a uma festa meio estranha mas, desde aí, nunca mais lá coloquei os pés.

 

Impossível é pensar na Expo 98 e não relembrar o Gil e, claro, o concerto dos Silence 4. E, pronto, é agora que vou começar a chorar!

 

No meio disto tudo, não sou só eu que estou velha e que sinto que a Expo 98 já foi numa outra vida, perdida lá atrás, pois não? Acho que, pelo menos, o Gil, de braços abertos, me dá razão. Envelhecemos juntos, então.

 

Como foi a vossa Expo 98?

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