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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Sex | 18.11.16

Eu era feliz nas massas.

CD

Há cerca de uns 4 meses, resolvi olhar, de forma crítica, para o género de alimentação que tinha e tirar algumas conclusões.

Sou completamente contra fundamentalismos, especialmente se os mesmos forem feitos tendo por base modas ou tendências - sem qualquer conhecimento sobre os temas. Sabia, então, que, para alicerçar opções, teria que ler, que estudar, que ter aulas – e foi isso que aconteceu.

Consegui, desta forma, assegurar as minhas decisões não tenho por base as imagens fit que nos aparecem no instagram mas, única e exclusivamente, tendo por base estudos científicos e no que a ciência nos consegue explicar à data de hoje – que é muita coisa; mas que (ainda) não é tudo.

Percebi que, de facto, somos o reflexo do estilo de vida que temos, daquilo que comemos e daquilo que bebemos – mas também daquilo que não comemos e daquilo que não bebemos.

Lá está, sem entrar em posições extremas, julgo haver espaço para tudo, com mais ou menos moderação. E, espaço para tudo, para mim, é ter consciência que existem disparates e que vão ser cometidos (e ter consciência disso é um grande passo).

O que acontece é que, à medida que se vai tomando decisões de forma mais consciente, o espaço para aparecerem devaneios alimentares torna-se cada vez mais curto, a nossa motivação já não é a mesma, sabemos que o nosso corpo já não está habituado a cometer asneiras e que, provavelmente, não reagirá da melhor forma.

Certo dia, há uns valentes meses atrás, olhei para o prato de uma miúda que estava a almoçar no mesmo restaurante que eu, um restaurante de massas, de tabuleiro. Foi impossível não o comprar ao meu. O dela tinha massa integral, verdes e mais verdes, algumas leguminosas, algumas especiarias entornadas a pedido, azeite e alho. O meu, bom, o meu era, basicamente, o oposto. Não vou entrar em detalhes – acho que conseguem imaginar.

Hoje em dia não vou a esse restaurante. Felizmente, há outras opções mais saudáveis e tanto ou mais saborosas.

Mas, se fosse, com a certeza que não faria nenhum sacrifício, hoje eu seria a pessoa que foi alvo do meu olhar. E estaria bem. Sem renúncias. Sem sentir que estava a optar. Simplesmente porque já não faz sentido.

 

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