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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Ter | 30.10.18

Eu sou a favor da liberdade. Mas só quando me interessa.

CD

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Há uns dias, um tipo, que eu sigo no instagram e cujo conteúdo me agrada, partilhou uma série de insta stories a explicar que era alvo de preconceito. Ele é homossexual e vive com o seu namorado. Explicava então que, apesar de viver protegido pelo seu núcleo duro, agora que pretendia arranjar um empregada de limpeza, não o estava a conseguir, isto porque assim que elas se apercebiam que eles eram um casal homossexual arranjavam as mais variadas desculpas para não trabalhar. Referia ele, então, que o preconceito ainda existe de forma muito presente na nossa sociedade apesar de, muitas vezes, não nos apercebermos muito bem porque vivemos felizes na bolha que criámos.

 

Ele estava a ganhar-me com o seu discurso e eu até estava a concordar com ele até que referiu que, como medida contra a homofobia, discriminação e ódio, devíamos todos deixar de nos rir perante piadas homofóbicas. E foi aqui que ele me perdeu. Completamente.

 

Ora, do meu ponto de vista, este não é o caminho para se combater a homofobia e não se pode apelar à liberdade – neste caso, a que lhe interessava – castrando outra liberdade – a de expressão e de nos rirmos se disso tivermos vontade.

 

Há, de facto, piadas sobre tudo (e ainda bem): sobre velhos, novos, pretos e amarelos. Não acho bem proibir-se o riso e o humor, nem qualquer tipo de expressão, mesmo que o objectivo último seja, completamente, de louvar.

 

A homofobia combate-se através da educação e através da liberdade. É um trabalho diário e penoso, disso não tenho dúvidas, mas não se combate através da castração, seja ela qual for. É bom que tenhamos isto presente. Porque, com este  tipo de pensamento, é um pulinho até começarmos a criar censura à nossa volta quando falam do que não gostamos.

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