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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qua | 06.06.18

Isto é tão bom que nem parece português.

CD

Há muitos, muitos anos, ouvia-se muito esta frase: “isto é tão bom que nem parece português”. Depois, os anos passaram, a sua frequência diminuiu, diminuiu e diminuiu, até que desapareceu. Hoje já ninguém diz que “isto é tão bom que nem parece português”. Hoje as pessoas dizem “isto é tão bom, vê-se mesmo que é português”.

 

Gosto desta nova postura, resultado do facto de termos, finalmente, provado, lá fora mas, principalmente, cá dentro, que somos, de facto, os melhores do mundo, a começar pelo futebol, a passar na Eurovisão (vamos esquecer o resultado, foquem-se na organização) e nos Web Summits desta vida.

 

O turismo flui e o pastel de natal foi internacionalizado. O bom tempo, de uma forma geral, existe e aquece-nos a nossa vontade de viver e a comida, de norte a sul, é maravilhosa. As cidades estão modernas, arranjadas e luminosas, tal como o nosso discurso. Sim, tal como o nosso discurso.

 

Gosto desta esperança, desta forma positiva de encarar a vida. Claro que sim, é óptima, dá confiança, oferece fé, vê-se mesmo que é portuguesa.

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