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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Sex | 04.05.18

Ninguém acredita que não temos defeitos, pois não?

CD

Estava no carro quando este pensamento me surgiu. O sol batia baixinho e eu baloiçava ao som da música que rodava também ela baixinha.

 

Seremos todos boas pessoas?

 

Bom, vamos passar já para as conclusões: o meu árduo estudo de dois minutos diz que sim, que, genericamente, somos todos boas pessoas. Em alguns casos, não porque tenhamos nascido assim, mas as regras da sociedade, essas ricas e santas regras, transformam-nos e fazem com que tenhamos aquilo a que se chama como “comportamentos socialmente aceites”.

 

O “genericamente” escrito lá em cima, enquadrado entre duas vírgulas, pretende passar uma espécie de nomeação indiferenciada, sem escolher ninguém em concreto porque, se no concreto entrássemos, claro que iriam surgir, como sempre, uma ou outra ovelha ranhosa.

 

E como somos boas pessoas se, por vezes, temos atitudes não recomendáveis?

 

Esta para mim é a grande questão, aquilo que distingue as boas das más pessoas. As boas pessoas têm capacidade de analisar e de, posteriormente, elaborar e executar comportamentos corretivos. A nossa capacidade de parar, pensar, analisar e implementar estes comportamentos (pedir desculpa ou nunca mais voltar a fazer) é talvez aquilo que melhor nos distingue das más pessoas.

 

Ninguém acredita que não temos defeitos, pois não?

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