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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Ter | 21.03.17

Nós não somos necessariamente os culpados.

CD

Há um dia, como acontece sempre, em que surge uma luz, em que se dá um “click”, em que tudo muda.

 

Durante muito tempo, diziam-me que as acções das pessoas eram reflexo da personalidade e da educação delas e não uma reação direcionada à minha pessoa. Isto foi das coisas mais sábias que alguma vez me disseram mas nunca tive – até há pouco tempo – a perspicácia necessária para a entender. Eu ouvia, como ouço sempre, fazia-me sentido e tal, mas não ao ponto de exercer real impacto na minha vida. Encarava esta frase mais como um “faits divers, mais como uma daquelas frases “facebookianas” inspiradoras - daquelas que me fazem sempre querer fugir.

 

Quando algo não corria como eu queria, quando recebia uma resposta que achava que não merecia ou um comportamento que não considerava justo, ficava a remoer! Como calculam, em 32 anos foram várias as vezes em que isto aconteceu.

 

Mas há um dia, como acontece sempre, em que surge uma luz, em que se dá um “click”, em que tudo muda.

 

Claro que continuo, porque sou humana, a ficar melindrada mas, é aqui que nasce a grande vitória, encaro actualmente os comportamentos que não considero corretos, mais como reflexo do que as pessoas na realidade são e não, como anteriormente, como uma afronta pessoal.

 

De facto, é difícil entender que não somos o centro do mundo e que, quando alguém reage de forma menos positiva connosco, nós não temos que ser necessariamente os culpados.

 

Um dia deu-se este “click”. E assimilar isto foi um grande – grande - salto no meu bem-estar.

 

Parecendo que não, tira-nos muito peso de cima.

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