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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Seg | 11.07.16

O dia em que acordámos campeões europeus.

Catarina Duarte

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O dia em que acordámos campeões europeus foi também o dia em que o futebol, o destino e a fé se uniram.

Foi rijo mas, no final, nós e o destino lá fizemos as pazes, ele, o destino, redimiu-se, ajoelhou-se, pediu-nos perdão e fez-se justiça. JUSTIÇA.

O destino, que nos devolveu (algo tardiamente) o que, na verdade, não nos tinha chegado a dar, ainda conseguiu, nos 120 minutos do jogo da final, fazer das suas.

Lesionou o nosso capitão no início do jogo que, nos entretantos, mostrou ser O CAPITÃO, fazendo com que esta palavra – CAPITÃO - ganhasse contornos de singularidade, de personalidade e de garra. Portugal inteiro chorou com a sua lesão. Portugal inteiro ergueu-se e uniu-se perante a possibilidade de lhe fazer justiça.

E demonstrámos que com o CAPITÃO tudo é mais fácil mas que sem ele também nada se torna impossível. Viu-se equipa. Uma equipa revestida de sangue, suor, lágrimas e uma pitada de verdadeira vontade de fazer justiça.

O destino continuou a não dar tréguas. Ocorreu a substituição do puto, da esperança, da força e da vontade, do ser enorme que, jogo atrás de jogo, enche um campo, de forma determinada e talentosa. Esta substituição foi ainda pior se verificarmos que foi pelo mal-amado: Éder. A desilusão foi grande para quem assistia ao jogo. As piadas surgiram e seguiram-se, umas atrás das outras. E o destino provou, mais uma vez, que joga mesmo direito por linhas tortas.

Se alguém vos dissesse, há dois dias, que Portugal seria campeão europeu, contra uma França que jogava em casa, no prolongamento, com um golo de Éder, alguém acreditaria?

Não.

O futebol, o destino e a fé. Juntos. O ajuste de contas com o destino, as reviravoltas do futebol e a fé cravada no banco, nos olhos fechados e nas mãos unidas do nosso seleccionador. Um homem de fé, um homem que sempre acreditou. Mesmo quando EU não acreditei - e, juro-vos, foram mesmo muitas vezes!

O dia em que acordámos campeões europeus foi também o dia em que o futebol, o destino e a fé se uniram. O dia em que Portugal deu as mãos. O dia que eu achei que não fosse chegar. O dia que já merecíamos há tanto tempo.

Na manhã do jogo pedi que se “levantasse de novo o esplendor de Portugal”.

Obrigada. Conseguiram. Para mim foi perfeito.

Não peço mais nada.

 

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