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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qua | 02.08.17

Onde nos rimos?

CD

Como sabem, sou fã do Maluco Beleza. No outro dia, resolvi ver um pedaço da entrevista ao Gregório Duvivier.

 

O Duvivier, a dada altura, referiu que nos rimos mais com amigos, no nosso próprio ambiente, do que em ambientes que não conhecemos – até deu o exemplo que ninguém se vai rolar a rir numa sala de espetáculos; é algo que reservamos para quando estamos com os nossos.

 

Deu também o exemplo da série Friends (a minha série preferida de sempre) onde, no início, não achamos grande piada aos episódios e só depois, quando começamos a conhecer as personagens, os seus jeitos, as suas manias, quando nos afeiçoamos a elas, é que nos rimos valentemente, até dizemos frases como: “isto é mesmo à Ross”, como se, de facto, o conhecêssemos e da vida dele fizéssemos parte.

 

Eu concordo plenamente.

 

Tenho muito mais facilidade em fazer rir as minhas amigas do que uma plateia totalmente desconhecida (num jantar, por exemplo, com amigos de amigos) onde, tenho a certeza, quando mando uma piada, todos pensam: esta é doida. Não sendo inteiramente mentira, a verdade é que os meus amigos se riem com alguma facilidade com aquilo que eu digo e os desconhecidos, bom, acho que se assustam :)

 

Em casa, com os nossos, tudo flui de outra forma.

 

O humor precisa mesmo de casa. O humor precisa de carinho. O humor precisa das nossas pessoas. Só assim resulta.