Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Seg | 03.12.18

Opinião: Crianças Felizes, de Magda Gomes Dias.

CD

crianças felizes.JPG

 

 

Terminei de ler o livro “Crianças Felizes”, de Magda Gomes Dias, autora do blog Mum’s The Boss. É um livro que retrata o tema da parentalidade positiva, algo muito falado ultimamente.

 

Confesso que estava bastante céptica quanto ao teor do mesmo e, não tendo eu ninguém para educar nem qualquer conhecimento na área de educação, tive algum receio de não entender o real propósito do mesmo.

 

Ainda assim, lá abracei esta aventura.

 

Posso dizer que é um livro que se lê muito bem, que nos fornece imensos exemplos práticos de situações reais, que reconhecemos à nossa volta, e que nos dá pistas e ajudas sobre como ultrapassar essas mesmas situações.

 

Fala da importância dos pais largarem os telefones e os gadgets e de se tornarem presentes na vida dos filhos. E como “presentes na vida dos filhos” não se entende os pais estarem apenas de corpo presente, como se de uns monos se tratassem. Não! Estarem “presentes na vida dos filhos” significa fomentar a escuta activa, envolverem-se nas brincadeiras, estarem atentos ao que a criança pretende transmitir, enfim, haver envolvimento entre as partes. Porque envolvimento gera empatia. E a empatia gera a verdade. E a verdade é tudo.

 

O livro foca também o conceito de respeito, aquilo que tantas vezes os pais se esquecem de ter em relação aos filhos sendo que não respeitam as suas personalidades. Gostei muito deste conceito porque, de facto, muitas das humilhações que vemos por ai com crianças advêm do facto dos pais não respeitarem a natureza dos filhos. Nem sequer pararem para pensar que eles não têm que ser iguais a eles.

 

Toca também num ponto importante que é o lugar dos elogios quando os mesmos são vazios e desproporcionados. Assumo que aquela ideia de elogiar só para calar a criança sempre me causou alguma espécie: “Está tão lindo o desenho” – quando sabemos que está péssimo. Quem já agiu assim? Isto só torna as crianças (futuros adultos) dependentes de elogios – é mesmo o que queremos?

 

Fala também sobre a dualidade assertividade/agressividade, sem ofensas ou apontar o dedo. Afinal, isto não é tudo aquilo que queremos que façam connosco?

 

A parentalidade positiva não é promotora de castigos ou palmadas porque, se é verdade que os castigos e as palmadas têm efeito imediato no curto prazo, também é verdade que não criam o conceito de responsabilidade na criança.

 

Apesar de reconhecer que, em momentos de stress, deve ser complicado agir da forma que esta corrente sugere, julgo que podemos aprender muito com o conceito e, eventualmente, encontrar aqui um meio-termo, sendo certo que o respeito pelo próximo, mesmo que se trate de um filho pequeno, deve sempre imperar.

 

Já leram? Gostaram?

1 comentário

Comentar post