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(in)sensatez

por Catarina Duarte

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por Catarina Duarte

Qui | 14.03.19

Opinião: Fyre Festival – documentário.

Catarina Duarte

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Não sei se estão recordados de uma mega promoção feita a um festival de luxo a ocorrer numa ilha paradisíaca, nas Bahamas, que nunca chegou a acontecer? Pronto, é disto que trata este documentário que vale bastante a pena ver, cujo desfecho tem tanto de inacreditável como de previsível.

 

Vou começar pelo início porque ele próprio é também bastante engraçado: tudo começou em 2016, em Lisboa, no Web Summit onde foi apresentada uma aplicação que propunha unir influencers às empresas e, de forma a promover esta app, resolveu-se criar um mega festival que prometia juntar as maiores TOP Models do mundo, num cenário paradisíaco, com comida, dormida e dias de luxo. Tudo mega, tudo brutal, tudo de sonho: a ilha que tinha, outrora, pertencido a Pablo Escobar.

 

 

Kendall Jenner e Emily Ratajkowski, entre muitas outras, receberam enormes quantias para promoverem, através das suas contas do instagram, um evento nunca antes realizado, com uma magnitude nunca antes vista.

As influencers deste mundo começaram, em massa, a publicitar nada e o nada começou a ganhar ampla projecção: os bilhetes foram todos vendidos e o countdown para o grande dia começou.

 

Aos poucos, a organização foi-se apercebendo que era impossível organizar um festival com aquela dimensão, numa ilha sem as mínimas condições a vários níveis, entre elas, ao nível de saneamento, e foram tomando consciência que um festival daquela grandeza levaria bastante mais tempo (mais de um ano) para ser organizado – e eles não tinham esse tempo! O mais grave era que os bilhetes já estavam vendidos e ninguém parecia ter a capacidade de travar a bola de neve que se criou!

 

Passei o episódio todo a considerar que Billy McFarland, a pessoa que idealizou e levou para a frente até onde conseguiu este projecto, era um tipo-com-ideias-brutais-e-demasiado-optimista-para-ser-possível. Só que não: ele é mesmo um burlão, como se veio a confirmar nas últimas cenas do documentário.

 

A ideia da concretização do evento foi levada até ao dia do próprio evento, mesmo com tudo a acontecer que podia ditar o previsível fracasso do mesmo. Com a quantidade de camas claramente insuficientes para o número de participantes, quando já estava todo o caos instalado, eis que cai uma chuvada inacreditável, na véspera, inundando tudo.

 

Isto com as pessoas a meterem-se mesmo num avião para uma ilha que já não era aquela que pertencia a Pablo Escobar, a encontrarem nada do que tinham comprado e sem forma de sair da ilha porque não havia aviões para transportar toda aquela gente de regresso.

 

Vejam. Como disse lá em cima: tem tanto de inacreditável como de previsível. Disponível na Netflix.

 

Nota: há um outro documentário sobre este festival chamado Fyre Fraud que não está, porém, disponível na Netflix.

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