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(in)sensatez

por Catarina Duarte

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por Catarina Duarte

Ter | 27.02.18

Opinião: La Casa de Papel.

CD

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No fim-de-semana passado, acabámos de ver a primeira temporada da série “La Casa de Papel”, a série que está a ser papada por meio mundo, salvo seja.

 

Vou-me esforçar para não ser muito spoiler mas tenho noção que, para os mais púdicos nisto das séries, até posso estar a ser com este post. Ainda assim, decidi tecer algumas considerações sobre a dita.

 

Preparados?

 

Bom, de uma forma geral, gostei da série.

 

Acho que está minimamente bem construída (explico, mais à frente, o porquê do “minimamente”) e cumpre aquilo que se espera de uma série: agarra-nos muito.

 

Tem bons actores – gosto muito da representação do Berlin, da Nairobi, do Professor e do Arturo – mas reconheço que também são estas as minhas personagens preferidas.

 

Não acho que a Raquel faça um bom papel mas também me irrita um bocado a forma como a sua personagem está construída: muito, mesmo muito previsível.

 

Bom, e por falar em previsibilidade, é isso mesmo que não gosto da série.

 

Apesar de, na sua essência, a série até ser bastante imprevisível (a forma como ela decorre, por exemplo, o modo como o Professor está sempre um passo à frente da Polícia), a verdade é que há percursos de algumas personagens que são muito óbvios, que já vimos em dezenas de milhares de outras séries e filmes e já conseguimos prever a sua evolução de tão evidente que ela é. Reparei também em algumas cenas que não dão margem para dúvida, nem oportunidade para acontecer algo surpreendente: lembro-me de um plano que apanhava uma porta aberta por onde, no momento decisivo, já se sabia que ia entrar alguém.

 

São estes os pontos onde, julgo eu, a série está um pouco previsível e onde poderia ter ido um pouco mais longe.

 

Também há situações mal explicadas ou alguns erros na articulação da própria história. Mas, bom, sobre esses não vou escrever para não ser uma spoiler completa. Assim, sou só um bocadinho e vocês não me levam a mal.

 

Fora isso, teve a capacidade de me manter agarrada ao sofá enquanto durou, totalmente dedicada a ela, o que é notável porque eu fujo, da televisão, a 7 pés.

 

Vejam:é envolvente e intrigante. Mas não sejam tão críticos como eu. Aproveitem a viagem porque, no geral, vale a pena.

 

E quem já viu, o que achou?

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