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(in)sensatez

27
Fev18

Opinião: La Casa de Papel.

CD

la-casa-de-papel.jpg

 

No fim-de-semana passado, acabámos de ver a primeira temporada da série “La Casa de Papel”, a série que está a ser papada por meio mundo, salvo seja.

 

Vou-me esforçar para não ser muito spoiler mas tenho noção que, para os mais púdicos nisto das séries, até posso estar a ser com este post. Ainda assim, decidi tecer algumas considerações sobre a dita.

 

Preparados?

 

Bom, de uma forma geral, gostei da série.

 

Acho que está minimamente bem construída (explico, mais à frente, o porquê do “minimamente”) e cumpre aquilo que se espera de uma série: agarra-nos muito.

 

Tem bons actores – gosto muito da representação do Berlin, da Nairobi, do Professor e do Arturo – mas reconheço que também são estas as minhas personagens preferidas.

 

Não acho que a Raquel faça um bom papel mas também me irrita um bocado a forma como a sua personagem está construída: muito, mesmo muito previsível.

 

Bom, e por falar em previsibilidade, é isso mesmo que não gosto da série.

 

Apesar de, na sua essência, a série até ser bastante imprevisível (a forma como ela decorre, por exemplo, o modo como o Professor está sempre um passo à frente da Polícia), a verdade é que há percursos de algumas personagens que são muito óbvios, que já vimos em dezenas de milhares de outras séries e filmes e já conseguimos prever a sua evolução de tão evidente que ela é. Reparei também em algumas cenas que não dão margem para dúvida, nem oportunidade para acontecer algo surpreendente: lembro-me de um plano que apanhava uma porta aberta por onde, no momento decisivo, já se sabia que ia entrar alguém.

 

São estes os pontos onde, julgo eu, a série está um pouco previsível e onde poderia ter ido um pouco mais longe.

 

Também há situações mal explicadas ou alguns erros na articulação da própria história. Mas, bom, sobre esses não vou escrever para não ser uma spoiler completa. Assim, sou só um bocadinho e vocês não me levam a mal.

 

Fora isso, teve a capacidade de me manter agarrada ao sofá enquanto durou, totalmente dedicada a ela, o que é notável porque eu fujo, da televisão, a 7 pés.

 

Vejam:é envolvente e intrigante. Mas não sejam tão críticos como eu. Aproveitem a viagem porque, no geral, vale a pena.

 

E quem já viu, o que achou?

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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