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(in)sensatez

por Catarina Duarte

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por Catarina Duarte

Qua | 17.01.18

Opinião: The Killing Fields (vamos falar de clássicos?)

CD

 

The_KillingFields_1984_14.jpg

 

Há uns tempos, no instagram, após ter visto dois filmes de guerra, filmes clássicos, questionei se fazia sentido escrever sobre eles. São tão, tão, tão antigos que, pela surpresa da opinião, julguei já não fazer sentido.

 

Até fiz um daqueles questionários modernos, para avaliar a aceitação de um post sobre os ditos. Mas as pessoas disseram que sim, que valia imensooo a pena, que queriam imensoooo saber a minha opinião e, por isso, queriam imensooo que eu falasse sobre ambos (bom, se calhar, não foram assim tão calorosas mas isso não interessa nada).

 

Coloquei também os dois filmes à consideração sobre qual queriam que escrevesse. Como houve empate técnico, decidi escrever, lá está, sobre ambos.

 

Começo pelo The Killing Fields (Terra Sangrenta, título em português), porque foi também o primeiro que vi.

 

O The Killing Fields retrata a história relativamente recente (anos 70) do Cambodja que, infelizmente, passa ao lado de muitos ocidentais.

 

Aconteceu quando o regime do Khmer Vermelho, governo comunista, cujo líder era Pol Pot, assassinou, aproximadamente, 2 milhões de pessoas (um quarto da população do país), em quatro anos.

 

As pessoas eram enviadas para campos de trabalhos forçados, os chamados “The Killing Fields”, onde acabavam por morrer à fome, torturadas ou executadas. No meio desta reforma agrária, este regime totalitário e sangrento, perseguia minorias étnicas e intelectuais, assassinando qualquer pessoa que soubesse línguas ou que tivesse algum tipo de instrução.

 

O filme conta a história de dois jornalistas: um americano (Sydney Schanberg), correspondente do “New York Times”, e outro cambojano (Dith Pran) e, entre os dois, nasce uma bonita amizade.

 

Porém, Sydney, após a entrada dos Khmer Vermelhos, não consegue salvar Dirth que é, então, enviado para os “Killing Fields”.

 

Entretanto, Sydney regressa aos Estados Unidos da América, onde é galardoado com importantes prémios jornalísticos mas a ausência de notícias de Dirth não o deixa seguir em frente.

 

O resto não conto, apenas digo que é baseado numa história verídica e que nos dá uma noção muito real do que foi aquele que é considerado um dos maiores genocídios da humanidade.

 

O filme ganhou diversos óscares incluindo o de melhor actor secundário.

 

Vale muito a pena ver.

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