Palavras para 2018.
Li no blog da Cláudia, há uns tempos, que ela escolhia, antes do ano começar, uma palavra que a ajudava a concretizar o ano seguinte.
Achei a ideia interessante.
Por norma, temos por hábito olhar para trás. Soubemos ontem que “INCÊNDIOS” foi a Palavra do Ano, eleita para 2017, para Portugal, na iniciativa da Porto Editora.
Não sendo menos importante dizer como foi o ano que passou, também é relevante definir como queremos que seja o ano que se vai iniciar.
Rodar a nossa vida à volta da palavra inicialmente escolhida é um belo exercício pois representa uma grande responsabilidade naquilo que queremos que a nossa vida se torne.
Digo-vos já que requer muito pensamento!
Então, andei uns dias à volta da palavra que eu queria para 2018. Depois de muito debater com o Ricardo, cheguei a uma: RELATIVIZAR.

Não relativizo nada. Ou, por outra, sou a pior estirpe de quem, em teoria, relativiza: eu finjo que relativizo. Digo que não me importo mas depois fica aqui tudo a remoer. O que eu quero mesmo é conseguir relativizar cá de dentro, com convicção.
Depois pensei e pensei e pensei e concluí que relativizar era óptimo para me dar paz mas que não queria basear um ano inteiro a corrigir um “defeito de fabrico”. 365 dias inteirinhos a relativizar? Só a relativizar? Para mim, não fazia sentido.
Queria uma palavra que me levasse mais longe (bom, eu confesso: na verdade, não consegui escolher apenas uma só palavra – o meu poder de síntese não é assim tão grande – foi a dura conclusão a que eu cheguei).
E, então, à palavra “RELATIVIZAR” juntei a palavra “ESCRITA”.

Quero que 2018 cheia um ano cheio de “ESCRITA”. Quero escrever ainda mais e mais, para construir e construir e construir.
E, com estas duas palavras, parece-me que tenho as condições reunidas para tornar, o ano 2018, num grande ano.
E vocês, que acharam desta ideia? Já escolheram as vossas palavras?
