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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Sex | 17.11.17

Plateia.

Catarina Duarte

Cd Maquina analogico 2.JPG

 (Fotografia analógica tirada pela minha prima Margarida.

Podem seguir o trabalho dela, no seu instagram @shadowplay35)

 

Nós temos uma plateia (a partir de quantas pessoas podemos começar a chamar plateia? três?) que nos lê que é igual a nós.

 

Parecendo que não, se entraves houvesse no que há escrita diz respeito, isto facilita muito a vida a quem escreve.

 

Esta plateia sente como nós e vive como nós. O ar que expele é igual ao nosso e as suas necessidades, claro, são as mesmas que as nossas.

 

Sempre que uma história é escrita, ela nasce daquilo que nós somos. Aquilo que queremos transmitir é sobre nós (ainda que não o seja diretamente) e é também, algures no meio dos parágrafos, sobre a plateia a que nos dirigimos.

 

Quando me perguntam se escrevo para mim ou para quem me lê, fico sempre confusa.

 

Eu escrevo para os dois lados porque, no final do dia, são a mesmíssima coisa.

 

É só isto.