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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qui | 28.04.16

Por onde andam as cartas de amor?

Catarina Duarte

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Por onde andam as cartas de amor?

Não troco a subtileza de uma carta de amor pelo despacho de uma mensagem.

As cartas de amor são necessárias. São indispensáveis. Nada substitui a crueza de um papel manchado pela caneta aguçada de alguém. Nada substitui a concentração de alguém a tentar uma caligrafia limpa, tratada, pouco inclinada. Nada substitui o cuidado na decisão do "vou começar aqui, vou começar ali", enquanto se amacia a folha imaculada.

Hoje em dia, diria eu, ainda se tornaram mais necessárias.

Numa altura em que prezamos o facilitismo, numa época em que estimamos a rapidez, o pouco pensamento, as decisões ágeis e execuções diretas, reforço a ideia de que, as cartas de amor, ainda se tornaram mais essenciais.

Suponho que não sou a única, mas prefiro mil vezes a calmia e ponderação de uma caneta a desenhar um trejeito de amor do que a velocidade e ganância de uma mensagem enviada a seco.

Por isso, pergunto: por onde andam as cartas de amor?

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