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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qui | 26.01.17

Por vezes, estou (muito) cansada.

Catarina Duarte

Por vezes, estou (muito) cansada.

Nessas alturas, digo boa noite quando ainda é bom dia, escrevo "cobrida" quando deveria escrever "coberta" e sinto os meus olhos ainda mais pequenos do que o normal. 

Não que sejam dias maus, esses em que estou (muito) cansada. Na verdade, como qualquer outro dia, têm o seu quê de início o que, de certa forma, os torna perfeitos para quem gosta de cá andar, mas são dias, esses em que estou (muito) cansada que, tendencialmente, me sinto esmagada.

Realisticamente falando, são somente um espelho do meu estado de espírito: entrego cansaço, o reflexo que obtenho é apenas desânimo. 

Por vezes, estou (muito) cansada. Nessas alturas, troco os números mais parecidos (os seis com os oito ou os sete pelos uns), torno-me impaciente nas conversas que não quero ter e tenho atitudes tempestivas.

Para esses dias, tenho alguns truques - não que (normalmente) os melhorem, mas permitem-me dar um novo olhar à mesma questão: tomo um café demorado, dois, três e quatro (nesses dias tomo quatro cafés), leio as minhas frases preferidas, ouço a canção que mais gosto e aprecio dois dos presentes de que gostei mais. 

Não resolve mas ajuda a reajustar-me, a encontrar (novamente) a minha cadeira, aquela onde me sento a ver passar, precisamente, os dias em que estou (muito) cansada.

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