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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qui | 15.09.16

Porque é que insistimos em substituir a máquina fotográfica por um telemóvel?

Catarina Duarte

Os smartphones tornaram tudo muito mais fácil. Tudo muito mais instantâneo, tudo muito mais directo.

 

Gosto bastante desta frontalidade imediata, pouco contida, nada pensada. Os insta facilitaram o acesso às imagens bonitas e filtradas, às vidas perfeitas, às comidas embelezadas e aos corpos fits.

 

Mas sinto falta da calma contraída antes do click da máquina fotográfica. Falta do momento pensado, dos parâmetros alinhados, da repetição doentia, na escolha minuciosa, da impressão cuidada, da moldura e da casa.

 

Tive essa noção estas férias. Fotografei como há muito não fotografava, com a minha máquina do coração. Estive sem um telemóvel de qualidade, a imagem estava partida e a câmara estragada. Agarrei-me à minha querida, à minha amiga, portátil, bonita máquina dos meus olhos. Perfeita e boa. Maravilhosa. E fotografei. E fotografei muito: umas atrás das outras, abusei das suas potencialidade, de tudo o que ela me podia dar. Sem dó nem piedade. Com duas baterias. Uma a substituir (rapidamente) a outra para que a imagem certa não desaparecesse.

 

Resultado: uma soma avultada de fotografias para escolher e umas saudades desmedidas das nossas férias a norte.

 

Posto isto, juro: gosto muito do imediatismo de um telemóvel mas nada substitui o prazer de fotografar atrás de uma máquina fotográfica.

 

Podem ver algumas das fotografias que tirei (todas com a máquina) aqui.

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