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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qui | 09.08.18

Prozac e o amor.

CD

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(imagem retirada do pixabay

 

Ocasionalmente, debato-me com o peso dos medicamentos nas nossas vidas. Claro que são inegáveis as suas propriedades, a capacidade que têm em nos apaziguarem as dores, de nos acalmarem os ânimos, de nos curarem, mas, qual será mesmo a sua importância, no final do dia?

 

Não sou grande amiga de medicamentos, raramente lhes pego, exceto em casos de necessidade extrema (mas, também, admito que poderei estar aqui a falar de barriga cheia: nunca tive real necessidade de lhes recorrer).

 

Penso sempre: até que ponto o facto de tomarmos determinado medicamento de forma continuada não pode ter consequências nefastas noutra questão qualquer na nossa saúde? Será “um cura deste lado e um destrói no outro”?

 

Há uns tempos, ouvi alguém referir que o Prozac tem um efeito colateral brutal apesar de parecer quase impossível acreditar-se nele: segundo ouvi, o Prozac tem um componente qualquer que altera o nosso organismo ao ponto de nos fazer perder a capacidade de amar.

 

Por estarmos a falar das consequências dos medicamentos, em geral, para efeitos deste texto, pouco interessa que componente é esse. A fonte também é pouco relevante, pelas mesmas razões, apesar de achar que foi o Luís Pedro Nunes que o referiu, no programa Fala com Ela. Não sei qual o grau de veracidade deste ponto. Mas já verifiquei, por diversas vezes, que os medicamente podem tirar mais do que dão.

 

Na verdade, vivemos numa sociedade que se automedica, não sendo, na minha opinião, um ponto inteiramente mau (não há pachorra para malta que vai entupir urgências porque não sabe tomar um paracetamol), a verdade é que este recurso fácil ao medicamento, sem, muitas vezes, termos o conhecimento necessário para tal, pode ter consequências, algumas delas muito graves.

 

Há países onde a venda de medicamentos é feita por unidose. Se só é necessário tomarmos um medicamento por dia, durante 5 dias, porquê comprar uma caixa com 40 unidades? Para além do desperdício óbvio dos medicamentos que ficam a apodrecer no nosso armário, para além da utilização de plásticos e embalamentos excessivos para os conservar, esta situação não originará que, à mínima queixa, alguém lhes recorra, atendendo ao facto de estarem ali à mão de semear?

 

O que interessa, neste propósito que agora vos escrevo, é lançar o tema e enviar a pergunta: os medicamentos são fundamentais na sociedade que queremos construir mas, tal como, aparentemente, alguns antidepressivos nos podem tornar pessoas passivas, pelo seu uso excessivo, não estaremos, em algum momento, a perder algo muito maior do que aquilo que estamos a ganhar?

 

Qual a vossa opinião?

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