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(in)sensatez

27
Dez17

Qual o tipo de miúdos que queremos criar?

CD

Ultimamente, tenho lido muitos textos sobre educação. Não que os tenha procurado propriamente, mas têm surgido no meu feed (não perguntem!). Talvez devido ao Natal, talvez porque sinto haver uma análise geral sobre o tipo de educação que pretendemos dar, quais os valores fundamentais que pretendemos transmitir, noto que há muita gente a escrever ou a debater este tema.

 

No outro dia, cruzei-me com uma opinião do Rodrigo Guedes de Carvalho que me despertou imensa curiosidade e quis, então, ler mais sobre o assunto. Dizia ele que a forma abebezada com que os pais tratam as crianças hoje em dia, talvez para compensar o pouco tempo que passam com elas, leva a que se estivesse a criar uma geração de miúdos que não sabe lidar com a rejeição.

 

Sempre achei interessante a forma como os traumas dos pais podem moldar a personalidade dos filhos ou definir a sua forma de ser.

 

O peso que os pais acarretam por não passarem tempo de qualidade com os filhos, pode fazer com que eles se tornem mais permissivos na hora de educar? Não tenho, propriamente, um enorme conhecimento nesta área, mas eu diria que sim, que isso pode ser uma consequência lógica.

 

Conheço alguns miúdos que não lidam bem com o “não”, que têm reações tempestivas e descompensadas quando são contrariados, que não são sensatos nem coerentes nos comportamentos que têm.

 

Na verdade, não tenho dados suficientes para afirmar isto mas diria que, em primeira instância, os pais não terem colocado limites quando o deviam ter feito, não terem ensinado que, se calhar, não se pode ter tudo e que é boa ideia respeitar-se os outros, pode ter sido a razão, talvez a principal razão, para os filhos terem este tipo de comportamentos.

 

Qual a vossa opinião?

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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