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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Seg | 17.04.17

Sobre a Alimentação Vegetariana nas cantinas (e sobre outros temas relacionados).

CD

 

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Ao que parece chegou o momento em que, por lei, vai passar a ser obrigatório oferecer uma opção vegetariana, por dia, nas cantinas e refeitórios públicos.

 

Não sendo vegetariana, reconheço a importância deste tipo de alimentação desde que bem planeada, como refere a nossa Direção-Geral da Saúde. Uma alimentação vegetariana não é comer uma sopa ao jantar. Uma alimentação vegetariana não é comer apenas cenouras cruas ou brócolos cozidos.

 

Diria que, neste momento, mais de 50% das minhas refeições são vegetarianas. O que é bom, tendo me conta que, até há uns tempos atrás, um prato sem um bife não seria considerado uma refeição e que, num prato apenas com grão, eu perguntava sempre onde parava o bacalhau.

 

Aprendi a medir as propriedades dos alimentos e comecei a entender como eles podem influenciar o nosso bem-estar. Tem sido uma aprendizagem constante, sempre em busca de novas e fidedignas fontes (não, sites como o brasilbuzz.br (inventado, claro está) não contam como fontes de informação fidedignas).

 

Não sendo uma especialista, estou consciente que há muitas vitaminas que apenas se encontram na proteína animal, nomeadamente a vitamina B 12. É importante, por isso, saber-se o que se está a fazer. É importante estar-se acompanhado de especialistas e reunir o máximo de informação possível.

 

Diria que, a par de uma alimentação vegetariana, é necessário haver também uma maior consciência de onde os produtos surgem (grão seco, de lata ou de frasco?, alfaces biológicas ou dos supermercados "normais"?, o limão utilizado para o nosso carioca é de origem certificada? – já pararam para pensar que a casca de limão fervida (que serve de base para o chá que vocês vão beber depois), caso esteja cheia de químicos, pode ser altamente prejudicial para a vossa saúde?)

 

A lei muda – demora mas muda – e ainda bem. O próximo passo é a tasca do bairro, o restaurante de todos os dias, a pastelaria de sempre também terem cuidado com o que oferecem: apresentarem alternativas aos bolos com açúcares refinados (já que não os querem abolir de todo), não me olharem de lado quando peço azeite em vez de manteiga para por na torrada e quando pergunto qual a opção vegetariana não me falarem em legumes cozidos ao vapor.

 

Custa mas chegamos lá.