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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qui | 24.08.17

Sobre a polémica da Porto Editora.

CD

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É assustador que, num país que se diz democrático, se "recomende" que sejam retirados livros do mercado. 
Se temos o direito de não gostar da abordagem dos livros Porto Editora? Sim, claro que temos.
Se temos o direito de investigar se há alguma lógica nisto (alguma característica inata que, nesta fase de vida, justifique) de existirem exercícios com grau de dificuldade diferente consoante o sexo? Sim, claro. 
Se temos o direito de questionar se faz algum sentido, nos dias de hoje, existir um livro cor-de-rosa para menina e um outro de cor azul para menino? Óbvio que sim. 
Se temos, no limite, o direito de nunca mais comprar nenhum livro desta editora? Claro que sim. 
Mas não temos o direito - nunca, em tempo algum - de "pedir" que sejam retirados livros do mercado. É perigoso. É dramático. É o repetir de uma história antiga.
Ultimamente, já são demasiadas as situações a que temos assistido numa tentativa de castrar a nossa liberdade de expressão; demasiadas para um país que se diz tão a favor (e tão traumatizado pela falta) dela.
E eu, bom, eu que escrevo, aliás, todos nós que, de algum modo, escrevemos, temos o dever de nunca ceder a qualquer tipo de pressão para reescrever ou apagar algo. 
É a nossa função em prol daquilo por que lutamos diariamente: a liberdade de expressão, de pensamento e de vida.
 
 

 

 

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