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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Sab | 23.07.16

Sobre o Pokémon Go.

CD

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O Pokémon Go é o exemplo claro da fortificação segregada para onde a sociedade caminha. Uma sociedade onde o imaginário e o real se fundem com total clareza. Onde o fictício e o verdadeiro se unem, se abraçam e criam um novo plano, formando um lugar exclusivo e único.

Nunca gostei deste género de jogos – nunca gostei de consolas e o Pokémon sempre me irritou particularmente.

Obviamente que há claras vantagens num jogo como este (tirar as pessoas de casa e aumentar a socialização são as que mais ouço). Mas isto é como em tudo: há sempre quem tente justificar algo procurando o lado bom da situação.

Ficaria mais feliz se soubesse que as pessoas saem de casa por iniciativa própria, sem ser necessário estarem agarradas a um telemóvel para o fazerem; ficaria mais feliz se a socialização aumentasse pelo real, pela vida a cores e sem écrans pelo meio; ficaria mais feliz se soubesse que as pessoas saem de casa pelas mais diversas razões menos para jogarem virtualmente.

Mas, se isso, numa sociedade cada vez mais individualista e virada para dentro como a nossa, não é possível: que venham todos os Pokémon deste mundo para darem o empurrão que nos falta!

 

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