Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qua | 26.04.17

Sobre os nomes.

CD

nomes-bebe-duvidas-menina-mae-primeira-viagem-dica

 

Os nomes andam ali, no limbo dos tempos: ora surgem, ora resvalam e se deitam, ora renascem com mais vigor do que outrora.

 

É engraçado ver que os Albertos, na nova geração, já não existem. Aliás, arrisco-me a dizer, que os Albertos desapareceram há já bastantes gerações. O mesmo com os Robertos, com os Vítores e com os Albanos. Tenho pena: as novas gerações não sabem o que são os Senhores Artures da papelaria, aqueles que nos davam gomas à socapa nem (muito menos) sabem quem é a professora Maria de Lurdes ou a professora Augusta que nos ensinavam rigorosamente a tabuada: muitas vezes, de forma demasiado rigorosa.

 

Tem a sua piada analisar a forma como os nomes surgem e se apagam: ou por uma questão de moda ou por uma questão social. Não sendo uma profissional na análise dos nomes, vejo nomes naturalmente queques, aqueles que possibilitam entoação nasalada, como Madalena ou Constança, a renascerem em meios mais humildes.

 

Falando de nomes, não me posso também esquecer da moda das Jades e das Yaras (telenovelas?) e dos Matheus, dos Kevins e Enzos (o futebol tem força). Eu, em caso de dúvida, optaria por Maria ou João. Pode ser comum mas, pelo menos, é tradicional. Simplesmente, Maria. Sempre.

 

Os Martins e os Afonsos, por sua vez, hoje em dia, existem aos magotes. Pessoalmente, não acho nomes com muita personalidade, talvez os anos me venham a ensinar que até eles, os nomes, precisam de tempo para ganharem consistência.

 

Vamos ver.

2 comentários

Comentar post