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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Ter | 27.09.16

Sobre viver na cidade. Sobre não viver no campo. (e - também - sobre o contrário)

Catarina Duarte

Campo Cidade1.jpg

A cidade, por mim, não é trocada pelo campo.

 

Claro que as minhas escapadinhas para a natureza fortalecem o que sou, adocicando, de forma clara, os meus dias, que surgem sempre poluídos pelas ruas ásperas da cidade.

 

Porém, talvez pela idade que tenho ou (talvez também) pelo facto de ter nascido e vivido habituada à bagunça de Lisboa, não me vejo, munida "da bagagem do para sempre", rumar para a paz verdejante do campo.

 

A cidade, por mim, não é trocada pelo campo.

 

Conheço pessoas que preferem viver serenamente junto do silêncio campestre, mesmo que isso implique uma viagem diária, dia após dia, para trabalhar em Lisboa, do que viver bombeados pela folia rápida da nossa cidade e estar a um passo de tudo.

 

Compreendo.

 

Porém, a cidade, por mim, não é trocada pelo campo.

 

A bagunça frenética destas ruas fazem-me, verdadeiramente, falta. Não me refiro, obviamente, ao trânsito caótico que, ultimamente, temos assistido. Mas, antes, a este balançar desnorteado que a cidade me oferece como combustível a este meu coração acelerado.

 

A calma do campo é boa, para mim, só as vezes.

A respiração arrebatadora da cidade é boa, para mim, na maior parte dos dias.  

 

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