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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qua | 20.09.17

Somos seres em constante mudança apesar de, por vezes, resistirmos a ela.

CD

Tenho imensa curiosidade em saber quais as mudanças que a vida me reserva. Não em saber na cara dos filhos que vou ter, como uma amiga minha, há uns dias, dizia, mas em conhecer a minha vida, como um todo.

 

Não sei se é reflexo de ser uma curiosa (cusca?) por natureza, mas tenho pena de não saber como era este mundo antes de eu nascer. Mais curiosidade ainda tenho eu em saber como vou estar aqui a cinco anos, por exemplo.

 

Muita coisa muda em cinco anos, muita coisa muda em dois anos, muita coisa muda em dois meses, até.

 

Penso muitas vezes, com a dor que gosto de sentir para dar valor ao que tenho, como seria eu se, nada do que tenho hoje, de facto, tivesse; como se, num segundo, tudo pudesse sumir, esvaziar o meu coração, escorrer pelos meus dedos abaixo, como um pedaço de areia seca.

 

Sei hoje que, o que queria há cinco anos, nada tem a ver com o que quero agora. Muitas vezes, para mim, difere também do que queria na semana passada.

 

Somos seres de mudança porque, internamente, nos vamos ajeitando às nossas prioridades (que vão mudando) mas também às andanças que o mundo nos vai dando para que tudo se altere.

 

Não esperem nunca, também por isso, que as opiniões se mantenham inalteradas: os dados mudam, as nossas percepções mudam e nós também.

 

Aceitar que somos seres em constante mudança apesar de, por vezes, resistirmos a ela, faz parte do processo de crescimento.

 

É aceitar para evoluir.

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