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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qua | 03.10.18

Somos todos tão humanos que até chega a ser estranho.

CD

Admiro-me sempre como é que as nossas preocupações terrenas, algumas das quais que apenas existem por pertencermos ao primeiro mundo, que preenchem as nossas vidas, que lhes dão o ritmo a que estamos habituados, existem em situações espirituais, como um velório, por exemplo.

 

Pedir desculpa pelo atraso, ir tirar uma bica, vestir um casaco porque se tem frio, somos todos tão humanos que até chega a ser estranho.

 

Tão humanos, tão terrenos, como as preocupações que vestimos, como aquele casaco que vestimos num dia de velório mais fresco. Temos necessidade de cortar o cabelo ou de arranjar as unhas após uma cirurgia, temos necessidade de puxar para nós todas os afazeres mundanos e terrenos a que estamos habituados, como se tudo isto nos puxasse para a vida e nos devolvessem tudo aquilo que sempre tivemos.

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