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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

16.02.16

Fascínio.

CD
Conheço pessoas que têm fascínio pela noite. Compreendo mas não o consigo sentir. Consigo até, ocasionalmente, apreciar a calma que a escuridão nos dá. Consigo até, ocasionalmente, sentir a descompressão após um dia na labuta, quando a claridade dá lugar à obscuridade. Consigo até, ocasionalmente, reconhecer que a noite tem fascínio se isso implicar copos. Mas, sã de pensamentos (e ausente de noitadas), a noite deprime-me. Hoje a noite entra cálida e esperada, a guitarra (...)
20.11.15

Não gosto de café porque sabe a café.

CD
Há uns largos anos eu costumava dizer que não gostava de café porque sabia a café. (Agradeço, todos os dias, aos meus pais, pela paciência que tiveram para comigo porque educar uma criança com tanta tendência para desconversar não deve ser fácil.) Na altura, a verdade é que, se o café não soubesse a café, eu até poderia gostar de café. Se tivesse, claro, um sabor que, de facto, gostasse. Chocolate, talvez. Nunca fui muito esquisita quando se trata de sabores: só o do café (...)
16.10.15

Eu e a tecnologias.

CD
Por vezes, mantenho a leve suspeita que todos os aparelhos eléctricos e electrónicos desta vida se uniram para me tramar. Desde o telemóvel que, com as sucessivas actualizações, se mantém mais vezes desligado do que ligado, à sua bateria que não dura mais do que um par de horas, até ao computador que encrava cada vez que abro uma folha de cálculo. Já para não falar da televisão que, com as suas boxes e comandos que nunca mais acabam, passo mais tempo a tentar ligá-la do que a (...)
02.10.15

Há dias.

CD
Há dias em que as maleitas físicas se misturam com as da mente. Há dias em que a garganta inflamada pelas correntes de ar, se associa à incapacidade de dizer o que deve ser dito. Há dias em o estado febril faz o oposto e, em vez de aquecer, arrefece o coração.  Há dias em que mais vale não sair da cama.   
25.09.15

O que mais adoro antes das eleições (not!)

CD
- debates que são mais picardias pessoais do que exposição de trabalho a realizar; - ausência de ideias para o país; - lavar de roupa suja; - obras que se desmultiplicam pela cidade - todas (todas???) as vias estão a ser pavimentadas ou é só imaginação minha?
10.09.15

Quotidiano: não sentia a mínima saudade tua.

CD
Desde que cheguei de férias que ainda não me deste descanso, ó quotidiano. Tem sido recorrente: desde domingo (o pior dia do ano: aquele que regressamos de férias) que me sinto, constantemente, a apanhar chapadas atrás de chapadas: daquelas: “faz-te à vida que as férias já acabaram!” Vamos lá então começar: depois de não sei quantos voos, cheguei à Portela, ao único aeroporto onde esperei uma eternidade dentro do avião para sair (coisa que acontece com muita (...)