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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

12.04.19

No dia em que o meu irmão nasceu.

Catarina Duarte
No dia em que o meu irmão nasceu, numa clara antecipação no que toca às questões de igualdade de género da actualidade, os nossos pais ofereceram-me um carrinho de brincar e outro exactamente igual (mas aposto que mais giro porque há sempre um filho preferido!) ao meu irmão.   Reza a história que eu, então com três anos e tal, não liguei absolutamente nada ao carrinho, enquanto que o meu irmão, bom, o meu irmão também não: juram os meus pais que não se mexeu um (...)
15.01.18

As quotas são uma forma de discriminação.

Catarina Duarte
  Há já mesmo muito tempo que queria lançar aqui o tema das “quotas”. O comentário, da Rita Ferro Rodrigues, direccionado à escolha feita pela RTP das quatro apresentadoras que vão apresentar a Eurovisão, foi o motivo que precisava para lançar o tema.   Aqui está o comentário, da Rita Ferro Rodrigues, lançado no twitter: "Vejamos: 2017 foram só homens a apresentar a final da Eurovisão, 2018 só mulheres. Nada a apontar. Grave é o facto de ambos os painéis serem (...)
11.09.17

A vida no feminino.

Catarina Duarte
É notória a (imensa) discriminação a que as mulheres são sujeitas. Se nos dedicarmos a olhar para altos cargos directivos, então, é contar pelos dedos de uma mão (sim, uma chega) quantas mulheres lá estão penduradas.   Há muito trabalho ainda a fazer nesta área, sem dúvida. Não estão em causa as capacidades técnicas ou cognitivas que as mulheres têm. Simplesmente, as oportunidades não são as mesmas por razões que interessa aprofundar.   Somos pessoas diferentes (...)
31.05.17

Estereótipos, sim; discriminação, não!

Catarina Duarte
Fico sempre com a ideia que nos culpamos demasiado. O mundo está mais exigente, eu sei, e nós, bom, nós acabamos por ir a reboque: replicamos essa exigência nos nossos comportamentos e exigimos que os outros atuem sob a mesma bitola.   Somos pessoas cheias de complexos e, pior, encerramos em nós toda a complexidade do mundo. Com mentes repletas de recortes, pensamos e repensamos sobre a melhor forma de dizer e de estruturar o nosso raciocínio para não magoar ninguém. Moldamos o (...)