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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

23.08.18

Dizem os outros.

CD
“Peguei-lhe no braço, arrastando-o para a saída. Caminhávamos como dois velhos amigos, nessa intimidade profunda que só pode existir entre dois homens que estiveram na cama com a mesma mulher. Porque, bem vês, é esta a verdadeira democracia.”   A Mulher Certa – Sándor Márai
23.08.18

Dizem os outros.

CD
“O que é um escritor?... – perguntas. Tens razão, quem é e o que é. Uma grande nulidade. Não tem títulos, graus, poder. (…) Fez-me notar que a sociedade nem sabia que título oficial conceder a um escritor… tão pouco considerado é. Ora lhe erguem um monumento, ora o atiram para a prisão. Mas, na verdade, um escritor nada é, nem ninguém, para a sociedade, além de se divertir com a pena.” A Mulher Certa – Sándor Márai
21.08.18

Dizem os outros.

CD
"Mas este homem também sabia que a vingança é pecado. Qualquer tipo de vingança é pecado...e  não há nenhuma vingança legítima. Só temos direito à justiça... Ninguém tem o direito de vingar-se." A Mulher Certa – Sándor Márai
13.08.18

Dizem os outros.

CD
“Cada ser humano tem direito a preparar-se, sozinho, num silêncio claustral, para o momento em que vai dizer adeus ao mundo, e para a morte. Purificar novamente a alma, tornar a alma humana leve e piedosa, como era no princípio dos tempos, na infância.” A Mulher Certa – Sándor Márai
01.08.18

Dizem os outros.

CD
"Quanta vaidade, quanta mediocridade, em cada sentimento humano! Sentia que a família se perpetuava, que tudo, subitamente, adquiria sentido, a fábrica e o mobiliário, os quadros nas paredes, o dinheiro no banco. O meu filho tomaria o meu lugar naquela casa, na fábrica, no clube dos duzentos... Mas não tomou. Olha, reflecti muito nisso. Não estou seguro de que uma criança, um descendente nosso, seja solução para a crise existencial de um indivíduo. Essa é a lei, sim, mas a vida (...)
19.07.18

Dizem os outros.

CD
“Se a minha profissão fosse essa, falar às pessoas… sabes, se fosse padre, ou artista, escritor… implorar-lhes-ia que se convertessem à alegria. Incitá-los-ia a esquecer a solidão, a fazê-la desaparecer. (…) Que olhar vítreo, o do homem de hoje, como se vagasse num estado de hipnose. Vítreo e desconfiado…. Só que não é a minha profissão.”   A Mulher Certa – Sándor Márai
09.07.18

Dizem os outros.

CD
“Deves saber que eu já não sou um grande apaixonado por literatura. Em tempos, lia muito, tudo o que tivesse à mão. Receio que seja a má literatura a encher de sentimentos falsos a cabeça de homens e mulheres. As tragédias artificiais da humanidade derivam, em grande parte, dos conselhos mentirosos de certos livros, que acabam por influenciar a vida das pessoas. A autocomiseração, as mentiras patéticas, as artificiosas complicações são, na maioria dos casos, consequência (...)
05.07.18

Dizem os outros.

CD
“Certa vez, disse-me: - Quando alguém começa a chorar, já está a enganar. Deu por encerrado o curso dos acontecimentos. Não acredito em lágrimas. A dor é sem lágrimas e sem palavras.”   A Mulher Certa – Sándor Márai