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(in)sensatez

12
Mar18

Opinião: Linha Fantasma.

CD

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Este fim-de-semana foi passado de forma muito cinematográfica. Vi dois filmes maravilhosos que ficarão, certamente, na minha memória.

 

Começámos logo bem, com o maravilhoso “Linha Fantasma”, com Daniel Day-Lewis (que interpretação!), Lesley Manville (maravilhosa!) e Vicky Krieps (uma atriz luxemburguesa, com uma interpretação deslumbrante!).

 

Há quem se questione: sobre o que é que é o filme?

 

E há quem responda que é sobre a vida de um costureiro. Mas há, também, quem vá mais longe e diga que o filme é sobre uma história de amor.

 

Ora, eu acho que, embora o filme toque na história de um costureiro e na sua história de amor, o filme não é, de todo, sobre isso.

 

O filme é sobre um homem que mantém uma posição de supremacia face à sua mulher que, por sinal, é a sua musa inspiradora. O filme é sobre a forma como este homem é obcecado pela sua profissão mas é, especialmente, sobre a forma como esta musa encontra um modo de ter domínio sobre ele, tornando-o indefeso e carente e dependente dela. O filme é, também, sobre a forma como ele, de maneira surpreendente, aceita esta dependência. O filme é, especialmente, sobre o modo como esta relação sobrevive neste balanço, ao longo do tempo. Este filme, na minha perspetiva, é, essencialmente, sobre o equilibro que se encontra, tantas vezes, no desequilíbrio de uma relação.

 

Tenho duas cenas preferidas: uma, logo ao início, francamente deliciosa, que foi quando percebi que aquele ia ser um grande filme, passada num pequeno café, no campo; a outra, já na parte final do filme, quando a sua mulher (e musa) lhe prepara uma refeição. Ambas de uma suavidade atroz mas muito marcantes pelas expressões, pelo texto, pelos silêncios e, principalmente, pela mensagem subtil que ambas passam.

 

Representações fantásticas e um Daniel Day-Lewis que não desilude.

 

Até agora, foi o meu filme preferido destes Óscares.

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E vocês? Alguém já viu o filme? Gostaram?

07
Mar18

Opinião: Eu, Tonya.

CD

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Foi no passado fim-de-semana que vi o filme “Eu, Tonya”.

(Spoiler Alert: este texto tem muita informação sobre o filme.)

 

O filme conta a história de Tonya Harding, a polémica patinadora americana, que ficou conhecida pelo ataque à sua rival Nancy Kerrigan, com o objectivo de lhe partir as pernas, impedindo-a, deste modo, de competir.

 

A Tonya vem de uma família problemática, o pai saiu de casa era ela ainda muito nova, ficando a viver com a mãe – não vos consigo explicar o quanto adorei a interpretação da mãe – que passa a infância e adolescência de Tonya a maltratá-la física (segundo o filme, chegou a atirar-lhe com uma faca) e psicologicamente.

 

Por estar habituada à violência, acaba por se casar com um tipo também ele altamente violento e, de violência em violência, acaba por se tornar, também ela, uma pessoa muito agressiva.

 

Com uma carreira promissora na patinagem, dado que foi a primeira mulher americana a fazer o axel triplo, um salto com bastante dificuldade, as coisas começam a decair, devido a toda a agressividade que ela planta à sua volta.

 

Acresce o facto de Nancy ser a querida do público e Tonya ser o grande alvo a abater (elas, numa fase inicial, até eram bastante amigas). Não interessava o quão boa era Tonya a patinar, o que interessava é que ela tinha sido a escolhida para odiar.

 

Também gostei muito de terem retratado (que, na verdade, é também um dos pontos importantes na história desta Tonya e de tantas outras que se perdem pelo caminho) o facto de, por mais jeito que alguém tenha para alguma coisa, conta muito, mesmo muito, o acompanhamento e estabilidade que essa pessoa, na sua vida, tem.

 

A vencedora do Óscar de Melhor Atriz Secundária acaba por ser mesmo Allison Janney, que faz de mãe de Tonya. E que bem entregue que foi!

 

Esta história só veio dar força a um poema de António Aleixo (que uma amiga minha costuma reproduzir), que transcrevo abaixo:

"Não sou esperto nem bruto

Nem bem nem mal educado;

Sou simplesmente o produto

Do meio em que fui criado." 

António Aleixo

 

E vocês? Já viram? O que acharam?

 

05
Mar18

Sobre os Óscares.

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Este ano, para os Óscares, eu só pedia uma coisa que, na verdade, são três (começaram por ser só duas mas, entretanto, introduzi mais uma): ver os filmes “Três Cartazes à Beira da Estrada”, o “Eu, Tonya” e o “Call Me By Your Name”.

(Por que é que traduzi os dois primeiros nomes e não o último? Não sei... talvez porque gosto muito da musicalidade do nome em inglês ou, talvez ainda, por que me habituei a chamá-lo assim.)

 

Só consegui cumprir 2/3 do que queria: ficou-me a faltar aquele que, à partida, tem mais a ver comigo, pela sua fotografia, música, e, sei lá, inocência na arte. Pelo que tenho lido, o “Call Me By Your Name” é muito disto mas posso estar enganada. Parece que estou a guardá-lo, porque já sei que o vou adorar (só espero não me vir a desiludir!).

 

Bom, do que vi, posso dizer que os vencedores dos Óscares de Melhor Atriz Principal (Frances McDormand, pela sua interpretação no filme "Três Cartazes à Beira da Estrada"), de Melhor Ator Secundário (Sam Rockwell, pela sua interpretação no filme "Três Cartazes à Beira da Estrada") e de Melhor Atriz Secundária (Allison Janney, pelo seu papel no "Eu, Tonya" – eu A-DO-REI este papel) foram muito bem entregues.

 

Nos próximos dias, vou escrever sobre o filme “Eu, Tonya”. Já viram?

 

E vocês, o que acharam dos vencedores?

07
Fev18

Opinião: Três Cartazes à Beira da Estrada.

CD

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Iniciei, oficialmente, a viagem por entre os filmes nomeados para os Óscares deste ano. Porém, apercebi-me, logo no início desta aventura, que vai ser uma viagem curta. Não há muitos filmes que, à partida, tenham a ver comigo. Na verdade, só há dois que quero mesmo ver e um deles despachei-o já neste domingo gelado que passou.

 

O filme “Três Cartazes à Beira da Estrada” tem, na minha perspectiva, muita coisa boa e algumas coisas menos boas: as boas chegam-me para reconhecer que é um bom filme; as menos boas levam-me a concluir que vai ser um filme que não vai deixar marcas.

 

O que gostei?

 

Gostei muito da interpretação da Frances McDormand, nomeada para o Óscar de Melhor Actriz: gostei dos gestos e dos seus silêncios, fiquei maravilhada com as suas expressões (recordo uma, logo ao início do filme, quando estava no carro, com um dedo a raspar nos dentes, um movimento que nos é normal e que chega a ser anormal reproduzi-lo com aquela naturalidade), gostei também da forma como trabalhou a sua postura masculina, a sua forma de andar e falar, enfim, toda a sua caracterização, tão dura, tão rude, convenceu-me.

 

Também gostei da forma como conseguiram contrabalançar a dureza do filme com algumas cenas de humor, permitindo, deste modo, aligeirar a sua solidez.

 

Ando particularmente atenta aos arcos das personagens e as suas evoluções, neste filme, são notórias. Gostei de todas: bem construídas, fortes, com um claro desenvolvimento ao longo da trama.

 

O que faltou?

 

Faltou um final e uma mensagem clara. Há uma cena, lá pelo meio, que me pareceu ter sido colocada às três pancadas. Depois, mais tarde, vemos que essa cena tem ligação com o final do filme, porém, de forma meio atabalhoada. Sou sincera: não adorei o seu desfecho, não me passou nada, o que é pena.

 

Vejam mas, na minha opinião, não será um filme para a vida.

 

Já agora: qual será o outro filme que tenciono ver assim que conseguir?

17
Jan18

Opinião: The Killing Fields (vamos falar de clássicos?)

CD

 

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Há uns tempos, no instagram, após ter visto dois filmes de guerra, filmes clássicos, questionei se fazia sentido escrever sobre eles. São tão, tão, tão antigos que, pela surpresa da opinião, julguei já não fazer sentido.

 

Até fiz um daqueles questionários modernos, para avaliar a aceitação de um post sobre os ditos. Mas as pessoas disseram que sim, que valia imensooo a pena, que queriam imensoooo saber a minha opinião e, por isso, queriam imensooo que eu falasse sobre ambos (bom, se calhar, não foram assim tão calorosas mas isso não interessa nada).

 

Coloquei também os dois filmes à consideração sobre qual queriam que escrevesse. Como houve empate técnico, decidi escrever, lá está, sobre ambos.

 

Começo pelo The Killing Fields (Terra Sangrenta, título em português), porque foi também o primeiro que vi.

 

O The Killing Fields retrata a história relativamente recente (anos 70) do Cambodja que, infelizmente, passa ao lado de muitos ocidentais.

 

Aconteceu quando o regime do Khmer Vermelho, governo comunista, cujo líder era Pol Pot, assassinou, aproximadamente, 2 milhões de pessoas (um quarto da população do país), em quatro anos.

 

As pessoas eram enviadas para campos de trabalhos forçados, os chamados “The Killing Fields”, onde acabavam por morrer à fome, torturadas ou executadas. No meio desta reforma agrária, este regime totalitário e sangrento, perseguia minorias étnicas e intelectuais, assassinando qualquer pessoa que soubesse línguas ou que tivesse algum tipo de instrução.

 

O filme conta a história de dois jornalistas: um americano (Sydney Schanberg), correspondente do “New York Times”, e outro cambojano (Dith Pran) e, entre os dois, nasce uma bonita amizade.

 

Porém, Sydney, após a entrada dos Khmer Vermelhos, não consegue salvar Dirth que é, então, enviado para os “Killing Fields”.

 

Entretanto, Sydney regressa aos Estados Unidos da América, onde é galardoado com importantes prémios jornalísticos mas a ausência de notícias de Dirth não o deixa seguir em frente.

 

O resto não conto, apenas digo que é baseado numa história verídica e que nos dá uma noção muito real do que foi aquele que é considerado um dos maiores genocídios da humanidade.

 

O filme ganhou diversos óscares incluindo o de melhor actor secundário.

 

Vale muito a pena ver.

28
Nov17

Opinião - O Substituto.

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Não é assim tão comum, eu gostar realmente de um filme. Quando digo gostar, refiro ao ponto de me sentir completamente repleta com as imagens e com as ideias do mesmo. Também não é raro, calma lá, que não sou nenhuma intelectual cinematográfica.

 

O meu primo Francisco andava atrás de mim, desde há uns tempos para cá, para eu ver o filme "O Substituto" (sim, esse que é de 2011) até que, um belo dia, lá resolvi dedicar-me a ele.

 

Se o trago aqui hoje é também para partilhar convosco a forma como este filme se cravou em mim. É profundo, é complexo, mas é, essencialmente, amargo. Todos nós reservamos em nós mesmos estas três características, não é mesmo?

 

O filme conta a história de um professor que faz substituições de outros professores. A dada altura, vai dar aulas para uma escola bastante problemática. Ao contrário de muitos filmes do género, a história centra-se no professor e não na evolução dos alunos pela influência dele. Gostei muito desta forma de abordagem pois dá todo um novo folgo ao filme.

 

Com o lastro de uma situação não ultrapassada do seu passado, com um avô doente, uma miúda prostituta que resgata da rua, com os seus alunos problemáticos, com uma psicóloga em negação, uma diretora que se recusa a aceitar que vai ser despedida, com professores que não têm capacidade para serem professores e outros que têm mas não conseguem, o protagonista assume a sua posição de substituto de forma firme (apesar de se deixar envolver com o que o rodeia) uma vez que, quando acaba a substituição, volta a sair de cena com a mesma rapidez com que entrou.

 

É um filme complexo, grande, que toca em muitos temas, todos eles intensos, que escava fundo no meio de nós mesmos, que reflecte sobre o abandono, sobre famílias descompensadas, sobre a nossa falta de capacidade de limparmos o passado em nós.

 

Uma realização óptima com interpretações maravilhosas (todos, todos vão bem).

 

Um filme triste, profundo, sem esperança e sem uma mensagem positiva mas muito, muito realista. Num mundo onde nos impingem que tudo é perfeito, a vida, por mais que nos custe admitir, pode nem sempre terminar da melhor forma.

 

Vejam. Prometo que não se vão arrepender.

 

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21
Set17

E foi-se. O Narcos.

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Das poucas coisas que me preocupam na vida, está, com algum destaque, o final da série Narcos (sim, sou uma pessoa sem preocupações de maior).

 

Vocês sabem, acho que sabem, que eu não sou a maior fã de séries: por um lado, o facto de terem episódios curtos seduz-me; mas, por outro, o facto de demorarem muito tempo exige uma concentração que não estou disposta a ter – especialmente, ao final do dia, altura que reservo para fazer… nada.

 

Mas, bom, ocasionalmente, surge uma série que me agarra. E, o Narcos, foi amor à primeira vista. Literalmente.

 

Basicamente, para quem ainda não sabe a história, conta a história do Pablo Escobar (as duas primeiras temporadas) e do Cartel de Cali (a terceira temporada).

 

No meio disto tudo, há uma pessoa, de seu nome Pedro Pascal (agente Peña), para fazer as delícias do público feminino.

 

Ora, ontem vi o último episódio da terceira temporada, a última disponível, o que significa que terei que ficar mais um ano (será?) à espera que saia novamente.

 

Neste momento, sinto-me completamente abandonada, digo-vos já.

 

Se não viram, vejam. Vale muito, muito, muito a pena. Até para mim, que não adoro séries. Ah! E ouçam a banda sonora. É maravilhosa.

 

Partilhei esta música aqui (que embeleza uma cena mítica) mas há outras, muitas outras, como a que serve de arranque:

 

 

01
Set17

Namoro à espanhola.

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Esta semana, a RTP passou um filme chamado “Namoro à espanhola”, muito bem traduzido do título original: Ocho apelidos vascos.

 

Não sendo propriamente o filme mais surpreendente da história, não deixa de ser um filme que dispõe bem e, por isso, trago-o hoje para partilhar convosco.

 

Conta, então, a história de um sevilhano que se apaixona por uma basca, após se terem conhecido (não da melhor maneira) numa noite em Sevilha.

 

Todos nós conhecemos os estereótipos de um local e de outro que aqui são levados ao extremo.

 

Aproveitem o fim-de-semana para o ver: vão concluir que é um filme banal mas com muita graça.

 

Prometo que se vão rir muito.

09
Jul17

Bons filmes - procuram-se!

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Ontem vi o filme "The Accountant", com Ben Affleck. Vou-vos poupar a um texto sobre a minha opinião sobre o dito, não saberia - isto é certo - o que escrever. A minha tendência é sempre falar sobre filmes ou livros que gosto o que, bom, não foi, de todo, o caso. Tenho-me vindo a afastar do cinema, é cada vez mais raro ver um filme que goste verdadeiramente. Não sei se a idade me trouxe exigência, se já vi tanta coisa que agora só aprecio caso seja algo mesmo muito diferente. O meu tempo é escasso e a paciência já não é muita para o triângulo "filme americano - lugares comuns - descobrem que são irmãos no final", num conceito cada vez mais comum e previsível que me faz remexer no sofá, de forma impaciente, à espera que acabe. Fico sempre com a ideia que já vi aquela expressão, aquele diálogo, aquele plano, aquela história noutros filmes, não há espaço para o efeito novidade, nem me sinto a crescer enquanto espectadora. Bons filmes - precisam-se. Sugestões?

03
Mar17

E sobre o La La Land?

CD

 

No Carnaval fomos ver o La La Land. Vou ter que aplicar a piada fácil: e que Carnaval!

 

Vou ser sincera: mesmo sem ter visto o filme, ela era a minha grande aposta – reparem como sou uma pessoa com bastante credibilidade! A razão é que eu ouvia falar tão, mas tão bem deste filme que, bom, pensava eu: as pessoas não podiam estar todas – TODAS - erradas.

 

Mas não. Não me convenceu nada.

 

Gostei da Emma Stone e de pouco mais.

 

O Ryan Gosling canta mal e dança mal. Para quem não sabe, o filme é um musical – parecendo que não dá jeito (diria mesmo: é o mínimo) saber cantar e dançar. Mais: senti que Ryan Gosling estava desconfortável na maior parte das cenas. Na minha opinião, foi francamente mal escolhido para desempenhar este papel.

 

Achei a história despegada, com cenas francamente chatas e com músicas demasiado normais para um musical. A história, essa, absolutamente banal e repleta de lugares-comuns (mas, sim, já percebi por algumas críticas que andei a ler que, bom, é capaz de ter sido essa a intenção).

 

Queria avançar com a minha opinião mas depois li este comentário, feito de forma sólida ao filme, e não há mais a acrescentar: concordo com tudo.

 

Partilho exatamente dos mesmos sentimentos do comentário que atrás refiro. Senti (também) que a minha frustração por ter criado demasiadas expectativas que não estavam a ser satisfeitas, originou que não conseguisse aproveitar o final do filme que, não sendo propriamente épico, até está feito de forma bonita e minimamente original.

 

Vejam e depois partilhem!

 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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