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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

22.11.19

Razões divinas.

Catarina Duarte
Estava apenas alguma chuva mas o frio sentia-se com força. Reparei que uma pequena abertura entre duas nuvens deixava passar uns raios de sol. Não sei se por alguma razão divina mas incidiam precisamente no meu carro, aquecendo-me. Ao quente do sol que, não sei se por alguma razão – repito - divina, me aquecia, assim que liguei o carro, juntou-se esta voz (que com vocês agora partilho) e que se desenhou corpulenta, abraçando-me, então, como talvez só os nossos o façam, e que (...)
03.11.17

É possível ter saudades das coisas que não gostamos?

Catarina Duarte
Não me recordo como é ter frio, do que é que acontece quando é Inverno por estas bandas, não me recordo do que é deitar-me com os pés gelados, do que é andar encasacada e com cachecóis grandes, de quadrados largos, enrolados ao pescoço, nem do que é ligar o quente do meu carro para me aquecer toda pela manhã. Honestamente, não me lembro como são as manhãs, nem as tardes e, prefiro nem dizer, muito menos as noites.   Não me lembro, mas sei que não gosto.   Apesar de (...)
30.10.17

Mudou a hora: que bom!

Catarina Duarte
      Nas minhas relações, todos encaramos com ironia o titulo deste texto porque sabemos que a noite, que agora surge às cinco da tarde, encurta a vontade de fazer coisas na rua e isso, obviamente, para nós, não traz nada de bom.   Assim que bate o anoitecer na cidade, no campo ou na praia, o frio surge agarrado a ele mesmo, ao anoitecer, e a vontade de nos aquecermos entre as nossas quatro paredes aumenta, logo, inevitavelmente, as horas úteis, para andar de um lado para o (...)