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(in)sensatez

12
Mar18

A Coreia do Norte nos pequenos detalhes.

CD

critica.jpg

 (imagem retirada do Instagram @bedtime)

 

Neste país, só se pode dar uma opinião se se for de esquerda ou se, o que se pretender transmitir, for em linha com aquilo que é considerado como politicamente correto. O que é uma pena! Só faço anos em Novembro mas, se fizesse hoje, ao soprar as velas, pediria mais TOLERÂNCIA.

Tenho a sorte dos meus “seguidores” (não, isto não é uma seita) serem pessoas sensatas mas vejo malta a perder completamente as noções perante uma opinião, vá, diferente. Sim, estamos a falar de malta que passa completamente todos os limites, malta que se ofende porque alguém expressou um ponto de vista que, à partida, é diferente do seu (sim, também há malta que se ofende porque o ponto de vista é igual ao seu)! Não, a pessoa que exprimiu uma opinião não bateu em ninguém, não roubou ninguém, não matou ninguém: ela, simplesmente, pensou e partilhou com o mundo o que lhe ia na cabeça! Grande crime que cometeu!

Se não formos acéfalos, à partida, todos temos algo a dizer, certo? Gostavam que a vossa opinião fosse castrada? Gostavam de ver a vossa voz calada? Gostavam de se sentirem reprimidos? Gostavam de sentir MEDO de partilhar o que pensam? Não? Então, parem de azucrinar a vida das pessoas!

Percebam que quando todos falamos, quando todos abordamos perspectivas diferentes, todos (TODOS) temos a ganhar. Pronto, era só isto. 

09
Jan18

Os tempos modernos e a liberdade de expressão.

CD

O tema da Liberdade de Expressão não é novo, por estas bandas.

Hoje trago-vos um artigo do João Miguel Tavares sobre a intervenção que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) fez devido a um artigo de opinião de José António Saraiva, onde o mesmo escreve sobre a cirurgia de mudança de sexo.

 

Podem ler aqui.

 

Qual a vossa opinião?

18
Dez17

Tiro ao homem.

CD

Aqui há uns meses, quando escrevi o meu texto sobre a polémica da Porto Editora, uma pessoa escreveu, de forma algo maldosa até, uma série de considerações sobre mim sem nunca se debruçar sobre a minha opinião.

 

Posso considerar que esse foi o meu primeiro hater que tive na vida e, desde então, nunca mais soube nada dele.

 

No texto que escrevi, eu liguei a polémica da Porto Editora ao tema liberdade de expressão. Podia ter falado do assunto de inúmeros prismas mas optei por esse. Porque acho importante falar-se e falar-se e falar-se deste tema, até à exaustão, para que as pessoas não se esqueçam nunca que não há liberdade de expressão com mas e que pessoas que dizem “eu sou a favor da liberdade de expressão mas o Charlie Hebdo foi longe demais”, são pessoas que, obviamente, não são a favor da liberdade de expressão.

 

Bom, mas, dizia eu, no meio do comentário do meu hater, ele dizia que não percebia como é que eu era a favor da liberdade de expressão e tinha os comentários moderados no blog, aprovando apenas aquilo que eu queria aprovar (que, normalmente, é tudo).

 

Ele não percebia e eu não lhe expliquei porque tenho por regra não dar visibilidade a gente que, em vez de argumentar uma ideia ou uma opinião, maltrata o detentor da mesma.

 

Atenção: eu não debati a sua questão (até, de certo modo, legítima) porque a mesma estava incluída num comentário bastante maldoso, agressivo e despropositado.

 

Mas, bom, hoje esbarrei neste texto (que vale muito a pena ler na íntegra) do João André, do blog Delito de Opinião, e ele explica, concretamente, aquilo que eu devia, se Deus me tivesse dotado de mais paciência, ter explicado quando o meu primeiro hater me questionou.

 

Deixo aqui a parte respeitante à moderação de comentários:

"Já quanto à "censura" que alguns comentadores clamam quando não aprovamos os comentários, tenho os seguintes pontos.

1. Não é censura. A censura é uma limitação grave da liberdade de expressão. Ao não aprovar um comentário ofensivo, agressivo, ou indecente, não impedimos qualquer liberdade de expressão. O comentador em causa continua a ser livre de colocar o mesmo comentário no Facebook, no Instagram, num blogue pessoal ou, se os donos tiverem estômago para isso, noutros blogues ou em jornais.

2. Limpar comentários nas caixas de cada um dos autores é um acto de higiene. Ninguém pensa que estamos a impedir liberdade de expressão às moscas quando removemos o lixo de nossas casas.

3. A democracia só o é de forma verdadeira quando existe um debate respeitoso. O ruído impede-o e, como tal, comentários ou opiniões agressivos e/ou ofensivos impedem uma discussão correcta. Como tal, numa discussão, ao limparmos eses comentários estamos a promover a democracia. Eu não retirarei o comentário não ofensivo de alguém que proclame a inferioridade de alguém de uma crença específica, mas fá-lo-ei a alguém que posteriormente insulte o autor desse comentário."

 

 

26
Set17

O apartheid de saias.

CD

Estas eleições legislativas têm sido ricas em episódios humorísticos: têm sido muitos, suculentos e brotam de todos os lados. Não fosse a vergonha alheia que representam e até admitia que estão a servir para animar uma já-não-tão-silly-season.

 

O último que me recordo aconteceu há uns dias quando, Joana Amaral Dias, candidata pela Nós, Cidadãos! à Câmara Municipal de Lisboa, propôs a existência de um espaço segregado, para as mulheres, nos autocarros, para as defender do assédio (aparentemente) constante a que são sujeitas nos transportes públicos.

 

Pode ser de mim, mas acho que esta sugestão tem assim uns laivos de apartheid, uma segregação que, embora não racial, se faz de forma sexual. E é sempre perigoso quando sugerem a segregação para combater algo que deve ser combatido com educação e instrução.

 

Esta proposta significa, exactamente, o aposto do caminho que queremos percorrer. É o contrário do objectivo, pelo qual milhares de mulheres lutam (e lutaram), em prol da igualdade de oportunidades e direitos. Qual o propósito? Retroceder? É esta a igualdade que querem construir?

 

Aponto o caminho a percorrer, o único capaz de combater as desigualdades e de proteger as pessoas: deixem-se de misturar temas e apostem na educação cívica, gastem dinheiro, dinheiro a sério, em formação, percam tempo com as pessoas, ouçam-nas e dêem-lhes educação.

 

Para terminar, apenas referir que o bom é que, no meio disto tudo, acabei por descobri que os autocarros, hoje em dia, são centros de verdadeira rambóia.

 

É que, a ser verdade, ao invés de gastar fortunas no Main ou no Bosq todos os fins-de-semana, conheço muito boa gente que vai investir fortemente no passe L1 da Carris (e não estou a falar de mim, hã?): sempre sai mais barato e dá para usar o mês inteiro.

17
Set17

A inspiração e o plágio.

CD

Hoje em dia fala-se muito em inspiração. Na verdade, qualquer processo criativo, desde que existimos, se senta, de forma confortável, na inspiração.

 

Sou mesmo da opinião que qualquer obra que criamos tem por base aquilo que sentimos à nossa volta. Não só surge daquilo por que passamos, das nossas vivências, como também nasce daquilo que vemos, em nosso redor, acontecer: a arte que absorvemos, os livros, as músicas, os filmes, as pinturas a que temos acesso. A inspiração é aquilo que, muitas vezes, nos desbloqueia e que nos dá ânimo para nos desenvolvermos e criarmos algo único.

 

Por alguma razão se diz que um escritor deve ler muito: para aprender, claro que sim, mas também para se inspirar. Os músicos absorvem músicas e histórias e letras e melodias. O Rui Veloso é uma referência e uma inspiração de muitas bandas actuais, por exemplo.

 

Há, no entanto, uma linha que separa a inspiração da cópia.

 

A inspiração é sinal de respeito, é sinal de reconhecimento, é sinal que estamos a construir uma identidade nas artes. A cópia é, exactamente, o oposto: significa desrespeito pelo trabalho alheio, desrespeito por quem passa dias a pensar em determinado propósito. Plágio significa roubo daquilo que de mais puro possuímos: aquilo que nos sai da cabeça, de horas de trabalho, de minutos de dedicação. É pior do que roubar uma carteira, porque nos estão a roubar uma identidade.

 

Dediquei-me a investigar um tema que, não sendo propriamente novo, surgiu agora com bastante força: as músicas do Tony Carreira.

 

Dediquem-se a ouvi-las e, por muito respeito que tenha por tudo aquilo que o Tony Carreira construiu, por tudo aquilo em que se tornou, não consigo perceber como é que alguém desrespeita obra alheia, especialmente, quando é também possuidor de uma.

 

Ouçam e depois digam-me.

 

E mais respeito pelo trabalho alheio, por favor.

Mais sobre mim

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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