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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

21.06.18

Estamos a enganar toda a gente.

CD
Portugal ganha a Marrocos e não convence nenhum português. Para piorar, está a chover em Lisboa; está calor mas está a chover.   Vim agora da Baixa, continua a enchente de turistas, tudo bem, não falo mais sobre isto, mas tenho de dizer que estavam todos de havaianas nos pés e chovia e estavam poças de água nos passeios e eles estavam de calções curtos e de manga à cava. Agora pensem no misto de sentimentos que trouxe de lá.   Estamos a enganar toda a gente: o tempo nesta (...)
14.06.18

Nada de surpreendente aconteceu nos Santos Populares.

CD
   Parece que Alfama ganhou novamente as Marchas Populares de Lisboa e parece também que ninguém ficou propriamente muito surpreendido. Lisboa rumou aos seus bairros históricos e todos nós, no meio das cervejas e sardinhas caras e difíceis de comprar, maldissemos a confusão instalada na cidade. Repetimos, por entre o barulho ensurdecedor de música pimba, mas também da música brasileira, que estava muita confusão, como se não fosse nada normal esta situação, e já com uns (...)
30.05.18

Feira do Livro 2018 (as minhas compras e algumas sugestões).

CD
Foi no domingo passado que rumámos ao maior evento literário de Lisboa, a Feira do Livro. Tenho uma estima muito grande por este evento, no geral, e pelas suas farturas, em particular.  É difícil de explicar mas, como em todas as coisas boas da vida, em vez de nos pormos para aqui com floreados mais vale ir e senti-la. Normalmente, aproveito a Hora H, durante a semana, onde alguns livros estão com grandes descontos e a Feira está com pouca gente, é uma altura óptima porque dá (...)
02.05.18

Escher – uma exposição a não perder.

CD
 A última grande exposição que vi em Lisboa – e que me encheu francamente as medidas - foi a de Escher e encontra-se em exibição no Museu de Arte Popular, até dia 27 de maio de 2018.  Possivelmente, o nome de Escher não vos diz grande coisa mas, seguramente, que reconhecem algumas das suas obras pois já as viram nos mais variados locais como, por exemplo, em publicidade (IKEA), em séries (Simpsons) ou em filmes (Inception).  Mas, afinal, quem foi Escher? Escher foi um (...)
16.03.18

Turismo – outra vez.

CD
  (eu juro que, depois deste texto, me calo com o tema dos Turistas em Lisboa – pelo menos, durante umas semanas – mas, de facto, acho esta questão muito importante e que deve ser debatida até à exaustão). Temos alguma legitimidade para mandar vir com os turistas em Lisboa, quando, muitas vezes, também nós somos turistas?Eu julgo que sim, que temos toda a legitimidade. O meu problema com o turismo em Lisboa é o deslumbramento. É saber que podemos estar a construir um (...)
15.03.18

Ora, mas isso acontece em todas as grandes capitais europeias!

CD
 Assim que usam o argumento “Ora, mas isso acontece em todas as grandes cidades europeias!”, eu desligo. Logo. Direto. Sem passar pela casa da partida. Descredibilizo a pessoa em causa, deixo de a ouvir, ignoro qualquer frase depois disso, risco a pessoa da minha vida, morreu para mim, acabou. Vá, calma, é possível que a frase imediatamente antes desta esteja carregada de exagero. É possível. Mas um exagero muito próximo da realidade. As mais giras nunca foram um objetivo a (...)
26.01.18

Falar em inglês nos restaurantes em Lisboa? Poupem-me!

CD
 Posso estar a cometer uma grande injustiça mas sinto uma euforia generalizada com esta história do turismo em Lisboa. Uma euforia quase provinciana, para dizer a verdade: agora sim, pertencemos ao grupo das grandes capitais da Europa.  Eu sempre achei que Lisboa era a capital mais bonita da Europa e, no Mundo, também há poucas que lhe cheguem aos calcanhares. Digo-vos com conhecimento de causa: desde pequena que viajo com muita regularidade. Se o coração pode pesar nesta (...)
19.12.17

Quando todos saírem, o que restará da nossa Lisboa?

CD
 Imagino, muitas vezes, Lisboa como uma senhora alta, de silhueta fina e de rosto delicado. Imagino a sua tez luminosa a refletir o sol que lhe entra pelos poros adentro. Na minha imaginação, Lisboa tem sempre um colar de pérolas de duas voltas ao pescoço e os seus gestos, esses, são contidos. As pessoas gostam dela porque o seu esmero, em receber, é grande. Tem dedicação nos detalhes. Tem educação no trato. Lisboa é graciosa. Mas imagino-a também, muitas vezes, sozinha. Lisbo (...)
21.11.17

Uma forma GIRA de passear por Lisboa.

CD
 O fins-de-semana foi bom e cheio. Tão bom e tão cheio que fiquei mesmo com a sensação de ter descansado apesar de não o ter, propriamente, feito. Tivemos direito a espetáculos, a passeios, a jantares, a desporto e a filmes. E, claro, a escrita. Bom, mas o texto de hoje é sobre as bicicletas Gira que, no meio do nosso fim-de-semana, ainda conseguimos experimentar. Para quem não sabe, Lisboa está apostar forte e feio na bicicleta como meio de transporte e, até para mim, que (...)