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(in)sensatez

02
Mai18

Escher – uma exposição a não perder.

CD

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A última grande exposição que vi em Lisboa – e que me encheu francamente as medidas - foi a de Escher e encontra-se em exibição no Museu de Arte Popular, até dia 27 de maio de 2018.

 

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Possivelmente, o nome de Escher não vos diz grande coisa mas, seguramente, que reconhecem algumas das suas obras pois já as viram nos mais variados locais como, por exemplo, em publicidade (IKEA), em séries (Simpsons) ou em filmes (Inception).

 

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Mas, afinal, quem foi Escher? Escher foi um artista gráfico holandês (1898 - 1972) considerado como um dos “génios da imaginação geométrica”. Olhamos para a sua obra e reconhecemos a sua enorme paciência, a capacidade para criar com detalhe e a sua poderosa imaginação mas também verificamos os seus sólidos conhecimentos matemáticos, absolutamente necessários para nos fornecer tais imagens com tanto cuidado e espetacularidade.

 

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Mestre na ilusão de óptica, Escher fornece-nos uma exposição fantástica, onde, cada vez que revemos alguma obra sua, descobrimos outro e outro detalhe que nos escapou inicialmente, tal a sua complexidade.

 

Exposição está organizada por ordem cronológica e é bastante interativa e, portanto, aconselhável também para o público jovem.

 

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Nós gostámos mesmo muito :)

 

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Vejam. Vale mesmo a pena!

 

16
Mar18

Turismo – outra vez.

CD

 

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(eu juro que, depois deste texto, me calo com o tema dos Turistas em Lisboa – pelo menos, durante umas semanas – mas, de facto, acho esta questão muito importante e que deve ser debatida até à exaustão).

 

Temos alguma legitimidade para mandar vir com os turistas em Lisboa, quando, muitas vezes, também nós somos turistas?

Eu julgo que sim, que temos toda a legitimidade.

 

O meu problema com o turismo em Lisboa é o deslumbramento. É saber que podemos estar a construir um turismo sem regras, completamente desenfreado, sem noção das consequências porque nunca parámos para pensar ou para aprender com os erros dos outros. E, depois, quando acordarmos, pode ser demasiado tarde.

 

O meu problema com o turismo em Lisboa é o abandono. É ter a suspeita que podemos estar a construir um turismo que arrefece costumes e que se constrói sentado na modernidade de quem chega. Um turismo que manda os de cá para outro lado qualquer, porque aqui já não há espaço para todos. Basicamente, o meu receio é estarmos a criar um turismo que abandona as pessoas que aqui vivem.

 

Na minha opinião, há que criar um equilíbrio entre os de cá e os de lá. Não pôr os de lá como os reis da Cocada, valorizar os de cá e dar-lhes a possibilidade de continuarem com as suas vidas no sítio onde pertencem. Criar condições para que os de lá e os de cá vivam alegremente sem os de cá se sentirem ultrapassados pela direita pelos visitantes.

 

Se quero os turistas fora da minha cidade? Não.

 

Não faria sentido dado que eu adoro ser turista e não queria ter essa possibilidade vetada. O que eu quero é um turismo consciente, um turismo equilibrado e não uma obsessão doentia ao dinheiro que o turismo traz, dentro das malas de porão, deixando entrar, por isso mesmo, sempre mais e mais pessoas, sem qualquer regra! Só isso.

 

Temos alguma legitimidade para mandar vir com os turistas em Lisboa, quando, muitas vezes, também nós somos turistas?

 

Sim! Claro que temos. Porque julgo que ainda vamos a tempo de voltar a equilibrar isto tudo. Por isso, falem, debatam este assunto e não se enervem porque ainda vamos a tempo.

E ir a tempo é muito bom.

15
Mar18

Ora, mas isso acontece em todas as grandes capitais europeias!

CD

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Assim que usam o argumento “Ora, mas isso acontece em todas as grandes cidades europeias!”, eu desligo. Logo. Direto. Sem passar pela casa da partida. Descredibilizo a pessoa em causa, deixo de a ouvir, ignoro qualquer frase depois disso, risco a pessoa da minha vida, morreu para mim, acabou. Vá, calma, é possível que a frase imediatamente antes desta esteja carregada de exagero. É possível. Mas um exagero muito próximo da realidade.

 

As mais giras nunca foram um objetivo a atingir. As mais inteligentes, talvez. Mas, neste texto, é de beleza que falamos e também de alguma luxúria e, especialmente, de dinheiro.

 

No outro dia, dediquei-me a ver um pedaço de um programa na RTP 2, sobre turismo e turistas, chamado “Turistas, vão embora”. Falaram de diversas cidades europeias com graves problemas relacionados com o turismo. Uma das cenas que mais me marcou foi quando uma senhora de Veneza contava que, certa vez, um turista lhe tinha perguntado: “A que horas é que isto fecha?”. E com isto referia-se à cidade de Veneza. Achava, possivelmente, que isto era um parque de diversões.

 

Desculpem lá voltar a bater no ceguinho mas, na minha cidade, o meu custo de vida aumentou e a minha qualidade de vida diminuiu: os restaurantes estão cada vez mais caros e eu não consigo uma vaga com facilidade (se calhar, é só uma forma airosa do mundo me fazer gastar cada vez menos dinheiro em copos e jantaradas – está certo, eu aceito).

 

E, claro, depois temos que levar com aquela frase, acompanhada com aquele sorriso meio estranho, francamente orgulhoso e com muitos quês de snobismo: “Ora essa! Mas tu agora não sabes que pertencemos às tipas mais giras! Somos o último hit!”, sim, dizem isto enquanto esganiçam bastante a voz e terminam sempre – mas sempre - de forma igual: “Não sabes que isto acontece em todas as grandes capitais europeias?!?!

 

Sei, malta. E não gosto. Desculpem lá não compactuar com este complexo de inferioridade que alguns portugueses têm, quando acham que tudo o que é em estrangeiro é que é bom, quando, na verdade, há muita coisa no estrangeiro que não presta.

 

Há muita coisa boa lá fora, eu sei. Felizmente, tenho muito mundo e não gosto – mesmo nada – desta ambição desmedida de nos tornamos nos mais populares da festa.

 

Caminhamos para ser uma Disneyland Paris com Sol (já que, na Disneyland Paris verdadeira, o Sol é escasso), virada para o turista e a desprezar completamente as pessoas que aqui querem viver e trabalhar.

 

A pergunta que se impõe é: que tal sermos inteligentes e aprendermos com os erros das, vá, grandes cidades europeias que tanto queremos alcançar?

26
Jan18

Falar em inglês nos restaurantes em Lisboa? Poupem-me!

CD

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Posso estar a cometer uma grande injustiça mas sinto uma euforia generalizada com esta história do turismo em Lisboa. Uma euforia quase provinciana, para dizer a verdade: agora sim, pertencemos ao grupo das grandes capitais da Europa.

 

Eu sempre achei que Lisboa era a capital mais bonita da Europa e, no Mundo, também há poucas que lhe cheguem aos calcanhares. Digo-vos com conhecimento de causa: desde pequena que viajo com muita regularidade. Se o coração pode pesar nesta análise? Talvez, mas, no geral, acho que avalio bem, por isso, é pouco provável.

 

Mas, sim, não sou cega e reconheço que Lisboa cresceu muito nos últimos tempos: abriu-se para o Tejo, tornou-se mais bonita e luminosa, os turistas vêm verificar, com os seus próprios olhos, aquilo que, há anos, eu andava a dizer e que ninguém acreditava: não há nenhuma como Lisboa.

 

Agora: há uma grande diferença entre saber receber e perder a identidade. É este o ponto onde me foco sempre. E, infelizmente, sinto que esta Lisboa, a minha e, eventualmente, a vossa, está cada vez mais parecida com as outras, com as populares da festa, com as ditas “grandes capitais europeias” que tanto queremos almejar.

 

Aconteceu-me uma situação muito aborrecida, aqui há umas semanas.

 

Nessa altura, até dei o benefício da dúvida porque era daqueles restaurantes “modernos”, cozinha de autor, todo muito “para a frente”: o empregado de mesa dirigiu-se a nós a falar em inglês. Ao início, ainda pensei que o meu cabelo loiro e os meus olhos azuis (que não tenho) o podiam ter confundido e respondi-lhe que podia falar em português porque eramos portugueses, ao que ele respondeu “Sorry?”. Perante este “Sorry?”, repeti, em português, o que lhe estava a tentar transmitir. E o empregado do restaurante moderno, de cozinha de autor, todo muito “para a frente”, voltou a responder-me “Sorry?”. Se facto, concluí eu depois, ele não falava uma palavra de português. Não tinha sido, portanto, o meu cabelo loiro, nem os meus olhos azuis (que não tenho) que o tinha induzido em erro. Pedi-lhe, em inglês, que chamasse alguém que falasse português porque, por muito que domine a língua inglesa, pareceu-me completamente descabido e descontextualizado, que em Portugal tivesse que comunicar noutra língua que não o Português.

 

A situação ficou por ali.

 

Esta triste cena voltou a repetir-se, desde esse momento até hoje, mais umas duas vezes. A última foi ontem, num restaurante “de almoço” na Expo.

 

Não me parece aceitável e, talvez mais do que isso, parece-me altamente desrespeitoso para os portugueses, em geral, e para os lisboetas, em particular, que não se faça um esforço para respeitar a nossa tradição e a nossa história e, bolas, a nossa língua!

 

Aos perdermos as nossas raízes, Lisboa deixará de ser Lisboa. Passará, talvez, a ser parecida com Londres, com Madrid ou com Paris. Mas deixará de ser Lisboa.

 

Por muito que tenhamos hoje um lugar no mapa, não convém esquecer o que nos levou até ele: a nossa individualidade. Só isso. A nossa individualidade!

 

Respeitem isso, por favor.

19
Dez17

Quando todos saírem, o que restará da nossa Lisboa?

CD

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Imagino, muitas vezes, Lisboa como uma senhora alta, de silhueta fina e de rosto delicado. Imagino a sua tez luminosa a refletir o sol que lhe entra pelos poros adentro.

 

Na minha imaginação, Lisboa tem sempre um colar de pérolas de duas voltas ao pescoço e os seus gestos, esses, são contidos. As pessoas gostam dela porque o seu esmero, em receber, é grande. Tem dedicação nos detalhes. Tem educação no trato.

 

Lisboa é graciosa.

 

Mas imagino-a também, muitas vezes, sozinha.

 

Lisboa recebe as pessoas em sua casa, abre-lhes a porta e serve-lhes o seu melhor prato regado com o seu melhor vinho. As pessoas vêm de fora para a ver, para a cheirar, para a provar e, depois, largam-na.

 

A noite cai e adormece sozinha, no seu quarto frio, na sua cama vazia.

 

A pergunta que fica é sempre esta: quando todos saírem, o que restará da nossa Lisboa?

21
Nov17

Uma forma GIRA de passear por Lisboa.

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O fins-de-semana foi bom e cheio. Tão bom e tão cheio que fiquei mesmo com a sensação de ter descansado apesar de não o ter, propriamente, feito.

 

Tivemos direito a espetáculos, a passeios, a jantares, a desporto e a filmes. E, claro, a escrita.

 

Bom, mas o texto de hoje é sobre as bicicletas Gira que, no meio do nosso fim-de-semana, ainda conseguimos experimentar.

 

Para quem não sabe, Lisboa está apostar forte e feio na bicicleta como meio de transporte e, até para mim, que tenho uma relação umbilical com o meu carro, faz sentido.

 

Queremos ou não um ambiente menos poluído e com menos stress? Sim, claro!

 

Então, o que é a Gira?

É um serviço que permite a partilha de bicicletas. Basta pegar numa bicicleta numa das estações já disponíveis e, no destino, deixá-la noutra qualquer estação.

Na app, disponibilizada para o efeito, conseguimos ver quantas bicletas (e lugares vagos) há nas estações.

 

Começaram a abrir estações na zona da Expo e agora foi a vez da zona de Alvalade.

 

Bom, mas não vamos ignorar as 7 colinas, pois não? Não, claro que não vamos. Há bicicletas tradicionais mas também há elétricas (eu experimentei uma elétrica) o que torna tudo muito mais fácil!

 

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Dá imenso jeito para as voltinhas de fim-de-semana e, se calhar, num horizonte temporal relativamente curto, para ir trabalhar. Talvez, talvez.

Experimentem! É mesmo giro, prático e amigo do ambiente.

 

Mais informações aqui.

 

06
Nov17

Sobre o Urban Beach.

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Tenho lido muito sobre a triste cena que se passou, há uns dias, na conhecida discoteca Urban Beach, em Lisboa.

 

Quando eu frequentava a noite de Lisboa com regularidade, quando era ainda mais jovem do que aquilo que sou hoje (repararam como eu sacudi o facto de estar a dias de fazer a idade de Cristo?), tinha dias (ou, melhor dizendo, tinha noites) em que ia ao Urban Beach. Aliás, acho que frequentei todas as discotecas do grupo K, sendo que a minha preferida era, claro está, a falecida Kapital.

 

No meio desta história, pouco interessa onde passei as noites da minha adolescência ou da minha idade semi-adulta – se quiserem, um dia tomamos um café e conto tudo – o que importa mesmo sublinhar é que, da fama, o grande Grupo K, onde eu passei noites maravilhosas da minha vida, já não se livra, depois do que lá tem acontecido nos últimos anos.

 

No Governo Sombra, do passado sábado, falaram de um caso que aconteceu com o Nelson Évora, em 2014, quando ele foi barrado à entrada do Urban Beach, onde tinha mesa marcada, porque o grupo “tinha demasiados pretos”.

 

O Diário de Notícias, há uns dias, fez um artigo onde falava dos cinco casos mais chocantes ocorridos no Urban Beach.

 

Bom, a estes casos, sugiro juntarmos as 38 queixas de agressão que já havia contra esta discoteca.

 

Situações, todas elas, lamentáveis.

 

Lamentável é, também, neste caso concreto, ouvir (e ler por esta internet fora) pessoas que consideram perfeitamente aceitável resolverem-se os problemas pela nada primitiva justiça popular. Dizer-se – como ouvi - que não se é a favor da violência, excepto em casos como este, significa, nem mais, nem menos, que se é a favor da violência. Afirmar-se tal coisa está ao mesmo nível daquela malta que diz “eu sou contra a pena de morte excepto em caso de violação, pedofilia e homicídio.”. Nada contra mas isto é ser-se a favor da pena de morte!

 

Não, não é perfeitamente aceitável a ocorrência daqueles actos de violência ainda que para repor uma “eventual” ordem na sociedade. Não interessa a ordem natural dos acontecimentos, quem eram as pessoas envolvidas, se estavam dentro, fora ou ao lado, nem, tão-pouco, se os seguranças pertenciam a uma empresa subcontratada pelo Grupo K. O que interessa é que, segundo o que li ontem, os seguranças tiveram intenções de matar. Posso estar enganada, mas aqui na civilização, isto é crime (homicídio tentado, dizem os entendidos) e, como tal, só espero que abram processos disciplinares, que apurem responsabilidades e que apliquem duras sanções, tanto ao espaço como aos seguranças (dois dos quais ficaram ontem em prisão preventiva).

 

E, já agora, se não for pedir muito, gostava também de solicitar mais civilização para estas bandas (pode ser de mim mas sinto que ainda há uma ligeira lacuna a este nível).

 

Nota: Não acho razoável abrirem-se inquéritos, analisarem-se os factos e fecharem-se espaços apenas quando há barulho da opinião pública, quando (repararam?) até já existiam (muitas) queixas anteriores de violência neste espaço.

22
Set17

As senhoras da Avenida de Roma.

CD

É muito doce, mesmo muito doce, mas também muito honesto: elas caminham, velhinhas e a rua, de mãos dadas, como se uma já não conseguisse viver sem a outra. Não inventam, não se escondem: encaram a realidade crua de uma ainda existir porque, lá está, a outra também existe.

 

Pertencem à Avenida de Roma, não há nada a fazer: são iguais à sua calçada, rijas e pouco lisas, mas, também, iguais às paredes dos prédios envelhecidos mas ainda com muita piada.

 

É impossível dissociar estas ruas, por onde caminhamos, das senhoras envelhecidas que as embelezam: o charme envelhecido desta parte da cidade devido (também) às senhoras que nela habitam.

 

E de mãos dadas, sempre.

07
Ago17

Residencial Oliveira.

CD

A Residencial Oliveira, que se endireitava envelhecida nas ruas da Madragoa, chama-se agora River Hostel. Os azulejos da sua fachada continuam azuis, continuam antigos, continuam iguais: uns estão completos, outros, a maioria, estão partidos. Por cima da porta, ofusca um néon amarelo com o novo nome da Residencial Oliveira.

 

O Café Central, que se desenhava desprendido no declive de Alfama, chama-se agora Lisbon Lounge and Bar. Este manteve a mesma máquina de café, o mesmo balcão com gordura, as mesmas garrafas empilhadas e, até, as mesmas cadeiras de ferro que o Café Central tinha quando esse nome usava.

 

Os táxis descarregam turistas, entornam-os nas Residenciais Oliveiras, nos Cafés Centrais que já o foram, nesta nova cidade que se embelezou com nome modernos, sempre estrangeiros, sempre em inglês, sempre com Lounge, com Hostel, com Rooftop, a acompanhar.

 

Esta cidade, que mantém a tradição, que mantém, apesar de tudo, a sua origem, denomina-se agora com nomes pomposos.

 

Até aguentamos bem a substituição do português por nomes estrangeiros e, enquanto este equilíbrio se mantiver, nomes novos mas iguais a nós mesmos, enquanto for só e apenas isso, até podemos dizer que não nos importamos com esta nova realidade e que Lisbon, apesar de tudo, continua a ser a antiga e bonita Lisboa.

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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