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(in)sensatez

02
Mai18

Escher – uma exposição a não perder.

CD

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A última grande exposição que vi em Lisboa – e que me encheu francamente as medidas - foi a de Escher e encontra-se em exibição no Museu de Arte Popular, até dia 27 de maio de 2018.

 

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Possivelmente, o nome de Escher não vos diz grande coisa mas, seguramente, que reconhecem algumas das suas obras pois já as viram nos mais variados locais como, por exemplo, em publicidade (IKEA), em séries (Simpsons) ou em filmes (Inception).

 

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Mas, afinal, quem foi Escher? Escher foi um artista gráfico holandês (1898 - 1972) considerado como um dos “génios da imaginação geométrica”. Olhamos para a sua obra e reconhecemos a sua enorme paciência, a capacidade para criar com detalhe e a sua poderosa imaginação mas também verificamos os seus sólidos conhecimentos matemáticos, absolutamente necessários para nos fornecer tais imagens com tanto cuidado e espetacularidade.

 

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Mestre na ilusão de óptica, Escher fornece-nos uma exposição fantástica, onde, cada vez que revemos alguma obra sua, descobrimos outro e outro detalhe que nos escapou inicialmente, tal a sua complexidade.

 

Exposição está organizada por ordem cronológica e é bastante interativa e, portanto, aconselhável também para o público jovem.

 

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Nós gostámos mesmo muito :)

 

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Vejam. Vale mesmo a pena!

 

17
Jan18

Opinião: The Killing Fields (vamos falar de clássicos?)

CD

 

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Há uns tempos, no instagram, após ter visto dois filmes de guerra, filmes clássicos, questionei se fazia sentido escrever sobre eles. São tão, tão, tão antigos que, pela surpresa da opinião, julguei já não fazer sentido.

 

Até fiz um daqueles questionários modernos, para avaliar a aceitação de um post sobre os ditos. Mas as pessoas disseram que sim, que valia imensooo a pena, que queriam imensoooo saber a minha opinião e, por isso, queriam imensooo que eu falasse sobre ambos (bom, se calhar, não foram assim tão calorosas mas isso não interessa nada).

 

Coloquei também os dois filmes à consideração sobre qual queriam que escrevesse. Como houve empate técnico, decidi escrever, lá está, sobre ambos.

 

Começo pelo The Killing Fields (Terra Sangrenta, título em português), porque foi também o primeiro que vi.

 

O The Killing Fields retrata a história relativamente recente (anos 70) do Cambodja que, infelizmente, passa ao lado de muitos ocidentais.

 

Aconteceu quando o regime do Khmer Vermelho, governo comunista, cujo líder era Pol Pot, assassinou, aproximadamente, 2 milhões de pessoas (um quarto da população do país), em quatro anos.

 

As pessoas eram enviadas para campos de trabalhos forçados, os chamados “The Killing Fields”, onde acabavam por morrer à fome, torturadas ou executadas. No meio desta reforma agrária, este regime totalitário e sangrento, perseguia minorias étnicas e intelectuais, assassinando qualquer pessoa que soubesse línguas ou que tivesse algum tipo de instrução.

 

O filme conta a história de dois jornalistas: um americano (Sydney Schanberg), correspondente do “New York Times”, e outro cambojano (Dith Pran) e, entre os dois, nasce uma bonita amizade.

 

Porém, Sydney, após a entrada dos Khmer Vermelhos, não consegue salvar Dirth que é, então, enviado para os “Killing Fields”.

 

Entretanto, Sydney regressa aos Estados Unidos da América, onde é galardoado com importantes prémios jornalísticos mas a ausência de notícias de Dirth não o deixa seguir em frente.

 

O resto não conto, apenas digo que é baseado numa história verídica e que nos dá uma noção muito real do que foi aquele que é considerado um dos maiores genocídios da humanidade.

 

O filme ganhou diversos óscares incluindo o de melhor actor secundário.

 

Vale muito a pena ver.

05
Dez17

O que acontece quando a nossa mente explode?

CD

 

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No sábado passado, fomos ao Museu Berardo, no Centro Cultural de Belém, ver a exposição do fotógrafo chinês Lu Nan.

 

Já tinha ouvido falar muito bem sobre esta exposição (por exemplo, aqui) e a vontade foi aumentando.

 

Esta exposição está dividida em 3 partes: a primeira retrata a vida nos hospitais de doenças mentais (de 1989 e 1990), a segunda mostra as comunidades católicas em zonas (muito) rurais e isoladas da China (de 1992 a 1996) e a terceira mostra vida quotidiana do Tibete (de 1996 a 2004).

 

Posso dizer (como partilhei aqui) que saí de lá com um nó no estomago.

 

Apesar de ter gostado muito das três partes, aquela que mais me marcou foi, sem dúvida, a primeira, a parte do hospital de doenças mentais, onde, muitas vezes, faltam recursos financeiros aos familiares, tendo estes, por consequência, que amarrar os doentes em casa, a uma cama ou a uma árvore.

 

As expressões, o ambiente, o pavor ou, simplesmente, o vazio no olhar, assusta-nos e remete-nos, imediatamente, para a nossa insignificância.

 

Será que estamos assim tão a salvo que as nossas capacidades não nos falhem? O que acontece se alguma coisa aqui dentro deixar de funcionar? Estamos assim tão distantes desta realidade?

 

Como disse aqui, esta exposição é de uma frontalidade e de uma dureza que não tem explicação. Escava tão fundo dentro de nós que, quando de lá saímos, sentimo-nos como se um camião nos tivesse passado por cima mas, por outro lado, prontos para relativizar tudo o que nos acontece na vida.

 

Vejam que vale bem a pena.

 

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Lu Nan. Trilogia, em exibição de 10/10/2017 - 14/01/2018 

Mais informações aqui.

28
Nov17

Opinião - O Substituto.

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Não é assim tão comum, eu gostar realmente de um filme. Quando digo gostar, refiro ao ponto de me sentir completamente repleta com as imagens e com as ideias do mesmo. Também não é raro, calma lá, que não sou nenhuma intelectual cinematográfica.

 

O meu primo Francisco andava atrás de mim, desde há uns tempos para cá, para eu ver o filme "O Substituto" (sim, esse que é de 2011) até que, um belo dia, lá resolvi dedicar-me a ele.

 

Se o trago aqui hoje é também para partilhar convosco a forma como este filme se cravou em mim. É profundo, é complexo, mas é, essencialmente, amargo. Todos nós reservamos em nós mesmos estas três características, não é mesmo?

 

O filme conta a história de um professor que faz substituições de outros professores. A dada altura, vai dar aulas para uma escola bastante problemática. Ao contrário de muitos filmes do género, a história centra-se no professor e não na evolução dos alunos pela influência dele. Gostei muito desta forma de abordagem pois dá todo um novo folgo ao filme.

 

Com o lastro de uma situação não ultrapassada do seu passado, com um avô doente, uma miúda prostituta que resgata da rua, com os seus alunos problemáticos, com uma psicóloga em negação, uma diretora que se recusa a aceitar que vai ser despedida, com professores que não têm capacidade para serem professores e outros que têm mas não conseguem, o protagonista assume a sua posição de substituto de forma firme (apesar de se deixar envolver com o que o rodeia) uma vez que, quando acaba a substituição, volta a sair de cena com a mesma rapidez com que entrou.

 

É um filme complexo, grande, que toca em muitos temas, todos eles intensos, que escava fundo no meio de nós mesmos, que reflecte sobre o abandono, sobre famílias descompensadas, sobre a nossa falta de capacidade de limparmos o passado em nós.

 

Uma realização óptima com interpretações maravilhosas (todos, todos vão bem).

 

Um filme triste, profundo, sem esperança e sem uma mensagem positiva mas muito, muito realista. Num mundo onde nos impingem que tudo é perfeito, a vida, por mais que nos custe admitir, pode nem sempre terminar da melhor forma.

 

Vejam. Prometo que não se vão arrepender.

 

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20
Nov17

Steve McCurry - no Porto.

CD

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Ia começar este texto dizendo que, quem segue fotografia com alguma atenção, sabe quem é Steve McCurry.

Mas depois, bom, depois lembrei-me que é impossível, alguém não ter visto, em algum momento da sua vida, a fotografia acima, que, em 1984, fez capa na revista National Geographic. A eterna menina afegã de olhos muito verdes que, na altura, tinha 10 anos.

Essa fotografia, lá está, foi tirada por Steve McCurry num campo de refugiados.

 

Pescadores en Weligama, Sri Lanka. Foto © Steve M

 

Eu sou fã do seu trabalho. As expressões, as cores, a composição: está tudo lá.

 

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Por isso, claro, fiquei muito feliz quando descobri que Steve McCurry tem uma exposição no Porto.

E, não sendo precisas muitas desculpas para visitar esta cidade, com este empurrão final, já estamos a combinar um fim-de-semana prolongado no Porto.

 

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Boa sugestão, não?

 

(informação horária e preços retirada do site https://www.noticiasmagazine.pt)

The World of Steve McCurry 
Alfândega do Porto
Até 31 de dezembro 
De segunda a sexta-feira das 10h00 às 18h00
Sábados, domingos e feriados das 10h00 às 19h00
Adultos: 11 euros
Crianças dos 4 aos 12 anos: 7 euros

Seniores e estudante: 9 euros

 

15
Nov17

Exposição de fotografia a escritores.

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Um amigo ontem desejou-me um aniversário cheio de palavras e livros. Acertou.

Mas, às palavras e aos livros, acrescentei também fotografias aos meus escritores preferidos (e aos outros também).

Na Casa América Latina, em Lisboa, está uma exposição do fotógrafo argentino Daniel Mordzinski que se dedicou ao retrato de escritores.

 

Recomendo.

 

Aberta ao público de segunda à sexta-feira, das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 18h30

Em exibição de 4 de outubro e 29 de dezembro

Gratuita

02
Nov17

While Away - Fotografia - uma sugestão.

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Gostava de partilhar convosco esta exposição chamada While Away. É dedicada aos jovens portugueses que estiveram mais de um mês por este mundo fora.

Esta exposição está na Praça Luís de Camões, até dia 04/11.

Ontem estive lá e, a minha fotografia preferida, está na fotografia abaixo, qual matrioska fotográfica - mas não é por ser a fotografia da minha prima (digo eu de forma, altamente, imparcial):

 

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❤︎

21
Set17

E foi-se. O Narcos.

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Das poucas coisas que me preocupam na vida, está, com algum destaque, o final da série Narcos (sim, sou uma pessoa sem preocupações de maior).

 

Vocês sabem, acho que sabem, que eu não sou a maior fã de séries: por um lado, o facto de terem episódios curtos seduz-me; mas, por outro, o facto de demorarem muito tempo exige uma concentração que não estou disposta a ter – especialmente, ao final do dia, altura que reservo para fazer… nada.

 

Mas, bom, ocasionalmente, surge uma série que me agarra. E, o Narcos, foi amor à primeira vista. Literalmente.

 

Basicamente, para quem ainda não sabe a história, conta a história do Pablo Escobar (as duas primeiras temporadas) e do Cartel de Cali (a terceira temporada).

 

No meio disto tudo, há uma pessoa, de seu nome Pedro Pascal (agente Peña), para fazer as delícias do público feminino.

 

Ora, ontem vi o último episódio da terceira temporada, a última disponível, o que significa que terei que ficar mais um ano (será?) à espera que saia novamente.

 

Neste momento, sinto-me completamente abandonada, digo-vos já.

 

Se não viram, vejam. Vale muito, muito, muito a pena. Até para mim, que não adoro séries. Ah! E ouçam a banda sonora. É maravilhosa.

 

Partilhei esta música aqui (que embeleza uma cena mítica) mas há outras, muitas outras, como a que serve de arranque:

 

 

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Set17

Namoro à espanhola.

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Esta semana, a RTP passou um filme chamado “Namoro à espanhola”, muito bem traduzido do título original: Ocho apelidos vascos.

 

Não sendo propriamente o filme mais surpreendente da história, não deixa de ser um filme que dispõe bem e, por isso, trago-o hoje para partilhar convosco.

 

Conta, então, a história de um sevilhano que se apaixona por uma basca, após se terem conhecido (não da melhor maneira) numa noite em Sevilha.

 

Todos nós conhecemos os estereótipos de um local e de outro que aqui são levados ao extremo.

 

Aproveitem o fim-de-semana para o ver: vão concluir que é um filme banal mas com muita graça.

 

Prometo que se vão rir muito.

24
Jul17

What the Health.

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Desde há uns valentes meses para cá que mudei drasticamente a minha forma de me relacionar com a comida. Sempre achei que comia minimamente bem (afinal, sempre preferi comida caseira, de tacho, com ar de casa) porém, vim a descobrir depois, não é bem assim.

 

A dada altura, porque não me sentia saudável (apesar de não estar propriamente gorda), senti que tinha que aprender a comer. Não queria avançar para um caminho alimentar sem quaisquer bases, com total desconhecimento, apenas seguindo a moda, que agora surgiu, da alimentação saudável.

 

Pesquisei e fiz um curso que durou bastante tempo mas que me deu bases sólidas (teóricas), com fortes fundamentos científicos a suporta-las, para conseguir ter uma alimentação equilibrada e sem qualquer carência nutricional.

 

Ocasionalmente, faço análises e está tudo ainda melhor do que no passado. Só posso concluir que estou no bom caminho!

 

Este fim-de-semana, vi um documentário (disponível na Netflix) sobre o tema da alimentação.

 

Chama-se “What the Health” e recomendo a 300%.

 

Na minha opinião, é um documentário extremamente completo que foca os pontos-chave que aprendi no curso e perfeito para quem quer ter algumas noções base de como funciona uma alimentação saudável.

 

Este documentário faz perguntas concretas, pela óptica do utilizador, se quiserem, e dá resposta objectivas.

 

Desmistificou, por exemplo, a questão da hereditariedade. Por exemplo, se a minha mãe morrer de cancro de mama e eu morrer de cancro da mama, significa que o cancro de mama é hereditário? Ou, quer apenas dizer, que, ao mantermos o mesmo comportamento, por exemplo, ao nível alimentar, estamos a criar todas as condições para que o cancro de mama se desenvolva de igual forma?

 

Explicou também, através das nossas características físicas (tamanho do intestino, dentição, etc), em que grupo nos encontramos e quais as características alimentares que devemos ter.

 

Obviamente, que, todo o documentário, mostra apenas um lado da questão e que temos que conseguir tirar o sumo da informação que pretende ser passada: analisar, com espírito crítico, o que ali é dito e fazer reflectir o melhor na nossa alimentação.

 

No final do dia, com a informação do nosso lado, com conhecimento de causa, com real cuidado com aquilo que se come, o que conta mesmo é seguir o nosso instinto e, claramente, que comer um bife de vaca todos os dias da semana, não origina nada bom.

 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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