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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

25.09.17

Todas as noites.

Catarina Duarte
O abrir de uma garrafa tem um barulho próprio, nós sabemos bem qual ele é: começa com a ponta afiada do abre-garrafas a rasgar o involucro que sustém a rolha e termina com a sensação de deleite num copo vazio.   O medo de abrir a garrafa, nela, aumentava, noite após noite, sempre mais um bocadinho.   Quando a casa se vestia de luto, quando os miúdos adormeciam embalados numa tranquilidade que não existia, ela escorregava da cama já quente, percorria descalça o corredor (...)