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(in)sensatez

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Um dia como os outros.

03.08.17 | CD

Quando ocorrem desgraças como aquela que aconteceu ontem na Praia de S. João da Caparica, onde uma avioneta caiu na praia provocando a morte a dois banhistas que por ali estavam, quando estas tragédias ocorrem tão, mas tão perto de nós, afinal, podíamos ser nós (ou alguém dos nossos) a estar naquela praia, naquele dia, àquela hora, penso sempre no quanto a vida nos dá mas também no quanto nos tira, sem qualquer remorso, sem qualquer culpa e sem nunca - nunca - pedir licença.

 

Acabamos todos por ser umas marionetas, entregues à vontade do destino. Aquelas pessoas levantaram-se de manhã, vestiram os seus fatos-de-banho, escolheram a roupa de praia, preparam as toalhas, as bolas, as lancheiras, as garrafas com água, meteram-se nos seus carros, iam, provavelmente, aproveitar um descansado dia de calor quando, do nada, uma avioneta aterra no areal e lhes ceifa a vida.

 

Andamos a vida toda a programar o nosso futuro, a selecionar as escolas por onde andamos, os cursos que queremos tirar, as faculdades para onde queremos ir, os empregos a que devemos concorrer, controlamos tudo ao detalhe, a casa, o carro, os restaurantes e, na imprevisibilidade da vida, dos dias que se sucedem, somos arrastados maré fora, num dia em que acordamos igual a todos os outros e fazemos a vida como sempre.

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