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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Ter | 05.06.18

Uma imagem vende mais do que muitas palavras.

CD

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Nisso, imagens e palavras, não estão em pé de igualdade: a imagem só precisa de ser uma única para dar nas vistas, desde que boa e bem construída. E, apesar de apenas uma, vende hoje e venderá sempre muito mais do que muitas palavras juntas, ainda que estas últimas também sejam boas e bem construídas.

 

É um campeonato desigual, é a liga dos campeões e a liga dos últimos, se quiserem. Não partem do mesmo patamar, esta concorrência chega até a ser desigual, se querem que vos diga.

 

É fácil verificar o que digo, analisando as redes sociais que temos ao nosso dispor. No Instagram, que vive das fotografias, a adesão é estrondosa e no Facebook, fotografias e algumas palavras, para captar a atenção das pessoas, é sempre através de imagens e poucas palavras. E no twitter? O twitter começou por ter 140 caracteres e vai agora em 280: aumentou, é verdade, mas mantém um limite: ninguém está para ler testamentos.

 

Para terem uma noção, antes desta frase começar, este texto já vai com 911 caracteres incluindo espaços (sem contar com o título) - nada de irem confirmar - e, garanto-vos, isto já é muito para aquilo que a nossa capacidade de concentração é capaz de suportar. Tenho pena.

 

Gosto de imagens e de fotografias, de um bom quadro e de uma boa ilustração, fico feliz quando vejo um filme solidificado na beleza das imagens que nos apresenta, por isso, acho que sim, sou uma pessoa visual.

 

Porém, as palavras têm, sem sobra de dúvida, um peso gigante neste meu coração forte e acutilante, e mexem comigo de uma forma que uma imagem não consegue explicar, apesar de ser sempre uma conquista pouco imediata e mais trabalhada.

 

Digamos que são amor, as palavras. E por aqui ficam, como todos os bonitos amores.