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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qua | 22.03.17

Viciado.

Catarina Duarte

Temos o olhar viciado e, de tão viciado que está, habituamo-nos a ver tudo pelo mesmo prisma.

Lisboa, Leiria e Portalegre. Iguais, sempre iguais, sempre iguais a Lisboa, a Leiria, a Portalegre.

As árvores são as mesmas há anos, os passeios iguais, as fachadas não mudam. Lisboa, Leiria, Portalegre.

Fugimos dos dias, eles escorrem por entre os dedos, as árvores, os passeios, as fachadas refazem-se, reinventam-se, alteram-se e nós, bom, nós habituados a eles como sempre, não reparamos no quanto evoluem, no quanto se modernizam, no quanto se alteram.

Estamos tão acostumados às árvores, aos passeios e às fachadas que não vemos para além do que gravamos na nossa memória como certo.

 

3 comentários

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    Catarina Duarte

    22.03.17

    Obrigada, João.
    Sabes que quando escrevi este texto foi muito a pensar na fotografia. Nós estamos muito habituados às imagens de todos os dias e achamos que não temos nada para fotografar, não reparamos que as árvores, os passeios e as fachadas que vemos diariamente também mudam. Se fossemos turistas, de certeza que fotografamos a rua por onde passamos dia após dia.
    :)
  • Sim! É engraçado, penso nisso muitas vezes. Quando vou fotografar em Lisboa, tenho de me esforçar para tentar ver as coisas de novo. Mas é um exercício de abstração que nem sempre é fácil. De vez em quando há o tal clique, e ao passar por um sítio onde já passei dezenas de vezes, de repente, vejo algo que nunca tinha visto. E às vezes, era algo que esteve sempre lá!
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