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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Ter | 07.11.17

Web Summit - vamos lá, então, falar disto.

Catarina Duarte

Eu acho que cheguei àquela fase da minha vida em que só quero duas coisas: sopas (quentes, de preferência) e descanso. Já não tenho assim grande vontade para andar no trânsito, já não adoro estar em filas para ser atendida nos sítios mais in do mundo, já reviro os olhos quando estou numa multidão, enfim, coisas deste género que impactam com a minha tranquilidade.

 

Não pensem, por favor, que sou uma pessoa idosa vestida de menina de 32 (quase 33) anos, mas, de facto, gosto muito da calma da minha casa onde, em paz e sossego, me posso dedicar às coisas que, realmente, me fazem feliz.

 

Isto para dizer que qualquer evento que surja na minha cidade, dispara, em mim, imediatamente, dois pensamentos: o primeiro, é um pensamento de orgulho (fogo, a minha cidade está a ficar tão gira, tão mexida, tão na moda que já tem a capacidade de puxar para si própria eventos desta dimensão); o segundo, é um pensamento egoísta e do qual, atenção, não me orgulho nada (vou ter a minha vida, nos dias deste evento, transformada no mais profundo caos: isto nunca mais acaba?).

 

Isto aplica-se, claro, ao Web Summit: ainda bem que é cá, que a nossa cidade está cada vez mais gira!, mas estou desejosa que acabe!

 

Depois, bom, depois sou obrigada a concordar em parte com a opinião que o João Miguel Tavares escreveu no Público:

 

“(…) acho tudo aquilo uma parolice colectiva, muito para lá do meu pobre entendimento. Deixem-me precisar que a acusação de parolice não deriva da inutilidade que um encontro destes possa ter para quem o frequenta. Da mesma forma que um congresso de hematologia é útil para hematologistas, este também será útil para empreendedores, startups com acne e investidores em dotcoms. A parolice reside na sua cobertura mediática e no fervor religioso que desperta.

 

Na minha opinião, a palavra "parolice" é capaz de ser um pouco exagerada mas eu até concordo com a ideia que ele pretende transmitir. Reconheço que é um evento importante, que dá visibilidade a Lisboa e que tem interesse para quem trabalha numa das três áreas do evento  (empreendedorismo, tecnologia e inovação) mas, bolas!, dá para baixarmos os níveis de excitação?

 

De um momento para o outro, o mundo gira à volta do Web Summit e todas as pessoas resolvem partilhar, pelas redes sociais deste mundo, os passes com os seus nomes lá estampados. A sério, qual é este fascínio repentino por passes? Nunca vi igual gaudio na partilha, sei lá, dos passes sociais, que até são mais bonitos!

 

Para a semana, quero todos a mandarem-me fotografias do L1 da Carris.

 

É que: entendam-se, por favor!

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